Cotidiano

Após 3 meses de reforma no Centro, ambulantes ‘somem’ da Orla Ferroviária

Há três meses, no Centro de Campo Grande, os vendedores ambulantes eram presença certa diariamente nas ruas comerciais na tentativa de atrair o cliente para comercializar seus produtos de maneira informal. Porém, após a reforma na rua 14 de Julho, os vendedores foram remanejados para a Orla Ferroviária, que agora não abriga mais nenhum ambulante. […]

Vinícius Costa Publicado em 15/02/2020, às 10h43 - Atualizado em 16/02/2020, às 09h04

Camelódromo e Orla Ferroviária vivem cenários distinto com fluxo de pessoas. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Camelódromo e Orla Ferroviária vivem cenários distinto com fluxo de pessoas. (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - Camelódromo e Orla Ferroviária vivem cenários distinto com fluxo de pessoas. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Há três meses, no Centro de Campo Grande, os vendedores ambulantes eram presença certa diariamente nas ruas comerciais na tentativa de atrair o cliente para comercializar seus produtos de maneira informal. Porém, após a reforma na rua 14 de Julho, os vendedores foram remanejados para a Orla Ferroviária, que agora não abriga mais nenhum ambulante.

Diante do pouco fluxo de pessoas na região da Morada dos Baís e tendo concorrente consolidado para encarar – o Camelódromo – , os vendedores sumiram de cena. A transferência causou desconforto, mas trouxe a esperança de fosse criada a “feira dos trilhos”, mas o cenário atual é de incertezas.

Por enquanto, quem consegue sobreviver e bem por sinal é Renato Dias Basques, proprietário do quiosque que vende salgados e derivados. A sua rotina é bem definida chegando às 8h da manhã e saindo sempre após às 21h ou até por vezes depois das 23h, quando o local recebe alguns eventos com apoio da Morada dos Baís.

Após 3 meses de reforma no Centro, ambulantes 'somem' da Orla Ferroviária
Renato é dono do único quiosque sobrevivente na Orla Ferroviária. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Renato acredita que os vendedores poderiam ter mais espaço “se tivesse um incentivo que deveria ter”, como programas sociais de inclusão. Ele conta que os vendedores não aparecem na região há algumas semanas por conta da indefinição existente com a Prefeitura.

Novo Camelódromo

No mês de dezembro, pouco depois do remanejo dos vendedores, o presidente da AVA (Associação dos Vendedores Ambulantes), Wanderson Ferreira de Oliveira afirmou que a intenção era aproveitar o espaço para criar um ‘novo camelódromo’ ou uma nova área comercial.

“É um local que não vai ser fácil, mas acreditamos que pode dar muito bom para a gente revender nossos produtos. A minoria está descontente por conta da mudança, os fortes estão aguentando”, disse Wanderson meses atrás.

Quiosques e abandono

Há anos a Prefeitura de Campo Grande tenta aproveitar o espaço para uma revitalização, mas diversas tentativas foram em vão, como aconteceu com a entrega dos quiosques com a finalidade de comercializarem produtos de gastronomia feita em 2013 ainda na gestão de Alcides Bernal, mas ficaram abandonados pouco tempo depois por falta de movimento.

Mesmo depois de inaugurada com a obra da Maria Fumaça, a região ferroviária caiu no esquecimento e abandono. O local acabou tornando uma espécie de ‘aconchego’ dos moradores de rua, dependes químicos, traficantes e até mesmo vândalos.

Jornal Midiamax