Cotidiano

Agentes iniciam mapeamento para identificar presença de aedes aegypti nos bairros

Agentes de combate às endemias iniciaram nesta segunda-feira (6) o trabalho de atualização do LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti) nas sete regiões de Campo Grande. O levantamento é importante para mapear os pontos mais críticos e auxiliar nas ações estratégias a fim de otimizar as ações de combate ao mosquito […]

Ana Palma Publicado em 06/01/2020, às 11h33

(Foto: Divulgação PMCG)
(Foto: Divulgação PMCG) - (Foto: Divulgação PMCG)

Agentes de combate às endemias iniciaram nesta segunda-feira (6) o trabalho de atualização do LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti) nas sete regiões de Campo Grande. O levantamento é importante para mapear os pontos mais críticos e auxiliar nas ações estratégias a fim de otimizar as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya e garantir que as mesmas sejam efetivas.

Cerca de 40 agentes começaram os trabalhos nos bairros da região central, área de abrangência da UBS 26 de Agosto. Conforme o último LIRAa, divulgado em novembro passado, a região apresentou índices superiores a 3,9% de infestação, o que gera um alerta, considerando que o recomendado é menor que 1%.

“O trabalho desenvolvido pelos agentes é extramente importante e sobretudo estratégico. Com este levantamento nós identificamos os criadouros predominantes e a situação de infestação do município. Com os dados em mãos podemos direcionar as ações e controlar as áreas mais criticas e infectadas pelo mosquito. Mas não basta somente o Poder Público fazer a sua parte, é preciso que haja conscientização e que as pessoas recebam bem os servidores”, afirma o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho.

Uma das dificuldades relatadas pelos servidores é justamente a de conseguir entrar nos imóveis e fazer as vistorias.

Ações permanentes

Paralelo ao levantamento da infestação do mosquito, os agentes realizam o trabalho mecânico de eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, atuando na verificação e eliminação de recipientes com águas, verificação de vasos de plantas, garrafas pets, casca de ovo, casca de caramujo, folhas de bananeiras, tampa de tanque de lavar roupas pneus de automóvel e de bicicletas.

O município de Campo Grande recebeu em dezembro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, 970 armadilhas para Ovitrampas e três aspiradores para a captura de mosquito. Essas ferramentas irão auxiliar no monitoramento da eficácia das ações futuras. A previsão é de que até julho toda as regiões estejam cobertas com as armadilhas.

Dados epidemiológicos

Até o dia 30 de dezembro de 2019 foram registrados 39.301 casos de dengue notificados em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos. Apesar dos números expressivos impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com menos da metade dos casos registrados no ano anterior. Foram 239 notificações contra 519 de 2018.

Durante todo ano foram registrados 438 casos de zika e 243 de chikungunya.

Jornal Midiamax