Cotidiano

Agentes de saúde reclamam de desvio de função durante pandemia de coronavírus em Campo Grande

Agentes de saúde reclamam de desvio de função durante a pandemia de coronavírus, em Campo Grande. Os servidores estariam atendendo pacientes em UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família), no Parque Residencial União, e continuando escalas para visitação em residências da região. Conforme uma ACS (Agente Comunitária de Saúde), que preferiu não se identificar, os […]

Karina Campos Publicado em 26/06/2020, às 14h12 - Atualizado às 14h14

Agente de saúde na recepção de UBSF. (Foto: Leitor Midiamax)
Agente de saúde na recepção de UBSF. (Foto: Leitor Midiamax) - Agente de saúde na recepção de UBSF. (Foto: Leitor Midiamax)

Agentes de saúde reclamam de desvio de função durante a pandemia de coronavírus, em Campo Grande. Os servidores estariam atendendo pacientes em UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família), no Parque Residencial União, e continuando escalas para visitação em residências da região.

Conforme uma ACS (Agente Comunitária de Saúde), que preferiu não se identificar, os servidores estão prestando atendimento para suprir a demanda de outros colegas que foram afastados, como identificar pacientes com suspeita de coronavírus na entrada do posto de saúde, realizar digitação de documentos e também continuar com o atendimento de campo.

“Não tem mais administrativo na recepção; já foi pedido por nós um documento que fala que temos que temos que fazer recepção e até hoje não foi passado pra nós. Estamos em aglomeração no posto e fazendo serviços que não são da nossa atribuição. Na rua estamos fazendo peridomiciliar, ou seja , não e necessário entrar na casa dos moradores, porém estamos mais exposto ao posto do que no campo”, disse.

Ainda segundo a agente, outros colegas já foram afastados por suspeita de Covid-19, e durante as atividades estão protegidos apenas com máscaras; o fluxo de pacientes gera medo de transmissão do novo vírus.

“São dois agentes na recepção e dois agentes na porta de entrada. Na vacinação, a cada meia hora umas 4 ou 5 (pessoas entram para vacinar), nunca cheguei a contar um por um a quantidade de pacientes. No começo pedimos para diminuir a quantidade de agentes no acolhimento. Somos obrigados a fazer o acolhimento mesmo com demanda em campo, principalmente as buscas de pacientes vulneráveis”.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mas não obteve retorno até a publicação deste material.

Jornal Midiamax