Cotidiano

Em bairro de Campo Grande, pedreiro ainda espera auxílio de R$ 600 para comprar comida e ajudar vizinhos

O drama de quem precisa do auxílio emergencial de R$ 600 ainda continua. As inscrições para receber a ajuda terminam no dia 2 de julho, mas em Campo Grande pessoas que já fizeram o cadastro ainda não foram nem aprovadas. Com a pandemia do coronavírus (covid-19) o pedreiro Francisco Viana, 42 anos, viu os trabalhos […]

Ana Paula Chuva Publicado em 13/05/2020, às 10h54 - Atualizado às 12h23

(Ranziel Oliveira | Midiamax)
(Ranziel Oliveira | Midiamax) - (Ranziel Oliveira | Midiamax)

O drama de quem precisa do auxílio emergencial de R$ 600 ainda continua. As inscrições para receber a ajuda terminam no dia 2 de julho, mas em Campo Grande pessoas que já fizeram o cadastro ainda não foram nem aprovadas.

Com a pandemia do coronavírus (covid-19) o pedreiro Francisco Viana, 42 anos, viu os trabalhos diminuindo e tentou fazer o cadastro, mas até agora não teve resposta. “Eu já tentei junto com a minha filha fazer o cadastro por três vezes, mas sempre cancela, não sei porque. Prestava serviço para muitos condomínios, porém com o coronavírus ninguém chama mais”, diz.

Para o pedreiro o dinheiro vai servir para comprar comida que ele quer doar a uma vizinha. “Eu não estou passando fome porque tinha um dinheiro guardado, quer usar mesmo os R$ 600 para ajudar uma vizinha minha que está numa situação pior que a minha”, explica.

Em bairro de Campo Grande, pedreiro ainda espera auxílio de R$ 600 para comprar comida e ajudar vizinhos
Ranziel Oliveira | Midiamax

Já para Sirlei Cristina, também 42 anos, o dinheiro vai ser usado para pagar contas. Ela que vende cosméticos está tendo dificuldades para receber o que já havia vendido porque a pandemia afetou seus clientes.

“Eu já fiz o cadastro duas vezes, pretendo usar o dinheiro para pagar as contas. As pessoas para quem vendi não me pagaram porque também não tem dinheiro. Os cheques que passei para os fornecedores estão voltando e as vendas caíram em 80%”, relata.

“Fiz vendas até para Guia Lopes da Laguna, mas a cidade está fechada, nem sei se vou receber esse dinheiro. Recebemos a pouco tempo uma cesta básica da Prefeitura e por isso não estamos passando fome, vou usar o dinheiro para pagar as contas mesmo”, completa.

Jornal Midiamax