Cotidiano

50 mil trabalhadores da construção civil entram em férias coletivas em MS

O Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e no Mobiliário de Campo Grande) e o Sinduscom (Sindicato das Indústrias da Construção) anunciaram férias coletivas de 15 mil trabalhadores da categoria em Campo Grande. Ao todo, em Mato Grosso do Sul, serão 50 mil trabalhadores que entrarão em férias forçada. “Esta medida se faz necessária […]

Diego Alves Publicado em 23/03/2020, às 23h21 - Atualizado em 24/03/2020, às 10h49

 (Arquivo Midiamax)
(Arquivo Midiamax) - (Arquivo Midiamax)

O Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e no Mobiliário de Campo Grande) e o Sinduscom (Sindicato das Indústrias da Construção) anunciaram férias coletivas de 15 mil trabalhadores da categoria em Campo Grande. Ao todo, em Mato Grosso do Sul, serão 50 mil trabalhadores que entrarão em férias forçada.

“Esta medida se faz necessária por causa da pandemia que vivemos. Dessa forma, estamos resguardando o trabalhador e evitando a proliferação do Covid-19”, explica o presidente do Sintracom, José Abelha, que também é presidente da Federação dos Trabalhadores na Construção Civil de Mato Grosso do Sul. “Essa medida se estende a trabalhadores de todo o nosso estado, cerca de 50 mil terão férias coletivas”, diz Abelha.

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), já havia comunicado decreto que suspende a partir desta semana, o trabalho na construção civil na capital. Porém, segundo os sindicatos, o acordo entre empregados e patrões dá garantias legais por ter sido elaborado um aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho para que haja férias coletivas.

Ainda de acordo com a categoria, os pequenos construtores também tomaram a mesma medida. Segundo a Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul, cerca de cinco mil trabalhadores que atuam em pequenas obras entram em férias coletivas. “À princípio, são férias de 15 dias. Depois vamos ver qual será o posicionamento das autoridades em saúde e a partir daí verificaremos se será necessário estender o prazo”, diz o presidente da Acomasul, Adão Castilho, que também é vice-presidente da FENAPC (Federação Nacional dos Pequenos Construtores).

Jornal Midiamax