Cotidiano

TRT-MS vai intermediar negociação salarial de terceirizados da Energisa

Após anunciarem greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (17), os trabalhadores da Engelmig participarão de audiência nesta quarta-feira (18) no TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho) em Campo Grande. O tribunal deve intermediar as negociações. Conforme o Sinergia-MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia), a audiência de dissídio coletivo foi ins...

Mariane Chianezi Publicado em 17/12/2019, às 16h45 - Atualizado às 16h51

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação

Após anunciarem greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (17), os trabalhadores da Engelmig participarão de audiência nesta quarta-feira (18) no TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho) em Campo Grande. O tribunal deve intermediar as negociações.

Conforme o Sinergia-MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia), a audiência de dissídio coletivo foi instaurada pois não aconteceu acordo na negociação direta entre os trabalhadores ou sindicato e empregadores. Como não aconteceu o acordo, os representantes das classes trabalhadoras ingressaram com uma ação na Justiça do Trabalho.

Com os terceirizados em greve, a Energisa afirma que isso não atrapalhará os serviços prestados aos moradores. “A Energisa explica ainda que por se tratar de uma empresa terceirizada, as negociações acontecem de forma independente”, disse concessionária em trecho de nota.

Proposta e solicitação

Na última proposta, a Engelmig ofereceu 3% de aumento no salário, 5% no vale-alimentação (R$ 22,57 por dia) e 7% no vale-extra de natal (R$ 133,75). No entanto, a categoria reivindica reajuste salarial de 7%, além do aumento no vale-alimentação de R$ 21,50 para R$ 25,00 por dia; vale extra de natal de R$ 140,00, entre outros pontos.

Segundo o presidente do sindicato da categoria (Sinergia-MS), Elvio Vargas, os trabalhadores estão descontentes com essa proposta de reajuste salarial, por isso, decidiram pela paralisação das atividades.

“O valor do salário e do tíquete são muito baixos diante da relevância e do perigo da atividade que esses trabalhadores exercem. É um serviço importante, essencial para toda a população, para o funcionamento de hospitais, por exemplo, mas não é reconhecido”, explicou o presidente.

Os trabalhadores da Engelmig vão ficar parados até que a empresa apresente uma nova contraproposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2020. A data-base da categoria é 1º de novembro.

Jornal Midiamax