Cotidiano

Sindicato diz que servidor do Detran-MS preso era comissionado

O gerente-executivo do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Ailton Vargas Rodrigues, de 45 anos, preso nesta quinta-feira (1) durante a Operação Dedo Podre da Polícia Civil de São Paulo não era funcionário de carreira, mas sim, comissionado, disse sindicato. O presidente do Sindetran-MS (Sindicato dos Servidores do Detran), Octacílio Sakai Júnior, disse ao Jornal Midia...

Mariane Chianezi Publicado em 01/08/2019, às 18h22 - Atualizado em 02/08/2019, às 11h35

Agência do Detran em Selvíria. (Google Maps)
Agência do Detran em Selvíria. (Google Maps) - Agência do Detran em Selvíria. (Google Maps)

O gerente-executivo do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Ailton Vargas Rodrigues, de 45 anos, preso nesta quinta-feira (1) durante a Operação Dedo Podre da Polícia Civil de São Paulo não era funcionário de carreira, mas sim, comissionado, disse sindicato.

O presidente do Sindetran-MS (Sindicato dos Servidores do Detran), Octacílio Sakai Júnior, disse ao Jornal Midiamax que Ailton era um funcionário “escolhido a dedo” para exercer a função em Selvíria, a 399 km de Campo Grande.

Conforme ele, antes 50% dos cargos de chefia eram de servidores de carreira, mas com os anos, a medida foi alterada para 30%. “Lutamos pelo bem da nossa carreira e pela sociedade. Servidor concursado esse senhor não é”, disse Sakai.

Preso em operação da Polícia Civil de SP

A Operação Dedo Podre, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira (1), em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, culminou na prisão de Ailton Vargas Rodrigues, de 45 anos, gerente-executivo do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Selvíria.

Além de Ailton, foram presos dois irmãos proprietários de um escritório despachante em Ilha Solteira (SP) e o empresário de escritório de recursos de multas de trânsito de Dracena. Ao todo, 191 pessoas foram investigado nos últimos 18 meses, por suspeita de criarem organização criminosa para inserção de dados falsos na transferência de pontos e renovação de carteiras de habitação. O grupo responde por corrupção  ativa, passiva e falsidade ideológica.

Segundo a polícia de São Paulo, em março do ano passado o grupo passou a ser monitorado por executar transferências ilegais, mediante pagamento de propina. Motoristas de São Paulo transferiam os pontos em suas CNH’s para Mato Grosso do Sul, a fim de evitar penalidades administrativas por conta de infrações de trânsito praticadas.

Jornal Midiamax