Cotidiano

Sindicato alega que paralisação é ilegal e que pode prejudicar motoristas

A paralisação dos motoristas de transporte coletivo de Campo Grande, marcada para esta sexta-feira (6), não tem o apoio do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), que afirma ser uma medida ilegal já que as negociações ainda não terminaram. Ao Jornal Midiamax o sindicato destacou que sempre esteve ciente sobre […]

Ana Paula Chuva Publicado em 05/12/2019, às 15h51 - Atualizado às 18h26

Motoristas colocaram faixas na boca, em protesto na segunda-feira. (Foto: Henrique Arakaki)
Motoristas colocaram faixas na boca, em protesto na segunda-feira. (Foto: Henrique Arakaki) - Motoristas colocaram faixas na boca, em protesto na segunda-feira. (Foto: Henrique Arakaki)

A paralisação dos motoristas de transporte coletivo de Campo Grande, marcada para esta sexta-feira (6), não tem o apoio do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), que afirma ser uma medida ilegal já que as negociações ainda não terminaram.

Ao Jornal Midiamax o sindicato destacou que sempre esteve ciente sobre a ilegalidade da paralisação, já que tal medida só é válida quando são encerradas todas as rodadas e tentativas de negociação. “Ainda estamos em negociação, a paralisação é ilegal e o sindicado como única representação legal dos motoristas não apoia atos ilegais porque podem trazer prejuízos a categoria. As decisões precisam ser tomadas com base na lei e não no calor das emoções. Mas estamos sempre à disposição do trabalhador”, disse William Alves, diretor-financeiro do STTCU.

Segundo alguns trabalhadores, o sindicato estaria ameaçando os profissionais caso levassem adiante a paralisação, mas à reportagem William afirmou que jamais teria essa atitude. “Se existe denúncia é importante mandar a polícia e o Ministério Público investigarem. Eu jamais ameaçaria um trabalhador, estou a inteira disposição das autoridades competentes”, destacou.

Paralisação

A a paralisação está programada para acontecer por duas horas, entre as 4h30 às 6h30, quando os ônibus não sairão das garagens. “Não queremos prejudicar a população, mas queremos chamar a atenção dos empresários”, diz um dos motoristas.

À reportagem, os trabalhadores afirmam que a paralisação por duas horas está dentro da lei e que motoristas de todas as garagens do Consórcio Guaicurus devem participar, totalizando cerca de 800 funcionários.

Vale destacar que, os trabalhadores estão organizados em grupos, de forma independente de sindicatos. Os profissionais dizem não concordar com o STTCU e acusam o sindicato de estar alinhado com os interesses dos empresários.

Além da paralisação, os motoristas ainda planejam uma passeata no sábado (7) para reivindicar o aumento salarial em 13% e aumento no valor do ticket alimentação. “Cansamos de reuniões secretas entre o sindicato e o Consórcio Guaicurus. Nós queremos participar das decisões, pois afetam diretamente nosso trabalho”, afirmou o motorista da Viação Campo Grande, Thiago da Silva.

Intermediação

O Consórcio Guaicurus protocolou na manhã desta quinta-feira (5), junto ao TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho), pedido de intermediação nas negociações salariais. A medida foi adotada devido ao insucesso nas rodadas de negociação, que culminaram em ameaça de paralisação desta sexta-feira.

De acordo com o Consórcio, a expectativa é de que até amanhã o documento, que foi protocolado no gabinete do desembargador presidente do TRT, receba um aval sobre o pedido de negociação.

Jornal Midiamax