Cotidiano

Sem ônibus, passageiros se surpreendem com preços altos nos aplicativos de transporte

Com a paralisação dos ônibus no início da manhã desta sexta-feira (14), muita gente sentiu no bolso os efeitos da Greve Geral. Como muita gente foi pega de surpresa com a paralisação, os usuários se assustaram com os preços da viagem nos aplicativos de transporte individual. A jornalista Tayana Vaz, de 25 anos, também se […]

Mylena Rocha Publicado em 14/06/2019, às 08h07 - Atualizado às 14h12

Com o terminal fechado, passageiros esperam por motoristas de aplicativo. (Foto: Minamar Junior)
Com o terminal fechado, passageiros esperam por motoristas de aplicativo. (Foto: Minamar Junior) - Com o terminal fechado, passageiros esperam por motoristas de aplicativo. (Foto: Minamar Junior)

Com a paralisação dos ônibus no início da manhã desta sexta-feira (14), muita gente sentiu no bolso os efeitos da Greve Geral. Como muita gente foi pega de surpresa com a paralisação, os usuários se assustaram com os preços da viagem nos aplicativos de transporte individual.

Sem ônibus, passageiros se surpreendem com preços altos nos aplicativos de transporteA jornalista Tayana Vaz, de 25 anos, também se surpreendeu com os valores dinâmicos nos aplicativos. Moradora do bairro Tijuca, ela geralmente paga cerca de R$ 12 no aplicativo para chegar ao centro de Campo Grande. Com os preços dinâmicos, a viagem chegou a custar R$ 42.

“Estou monitorando os preços no aplicativo desde as 6h30, mas os preços continuam altos”, relata. Em outro aplicativo de mobilidade, que costuma ter o preço um pouco mais baixo, a viagem ainda custava mais caro: R$ 32.

A sensação dos usuários do transporte coletivo foi praticamente unânime: a de indignação. Os passageiros reclamam de não terem sido avisados pelo Consórcio Guaicurus sobre a paralisação dos motoristas.

A estudante Jacqueline Garcia, de 20 anos, conta que foi pega desprevenida e esperava do lado de fora do Terminal Bandeirantes nesta manhã. Ela estava com a expectativa de que os veículos voltassem a rodar, mas enquanto isso não acontecia, chamou um motorista por aplicativo.

“Eu trabalho no centro, chamei um carro e ainda não consegui motorista”, conta. A estudante explica que o aplicativo mostra diversos veículos ao redor da localização onde ela estava, mas mesmo assim, não havia motorista disponível.

O vendedor Renato Silva, de 22 anos, também aguardava por um motorista em frente ao Terminal Bandeirantes. Ele explica que está no local há meia hora, mas ainda não conseguiu um carro pelos aplicativos. Mesmo com três aplicativos abertos, não foi fácil conseguir um transporte até o centro e ele lamenta ter se atrasado para o trabalho.

A auxiliar dos serviços gerais Maria de Lourdes Lopes seguiu a rotina e foi para o ponto de ônibus às 5 da manhã. Ela precisava entrar no trabalho às 6h30 e, cansada de esperar, precisou pedir um carro por aplicativo, mesmo com os preços bem mais altos. “Precisava ir até o Centro, paguei R$ 23 de um dinheiro que eu não estava esperando gastar. Todos os pontos lotados e ninguém foi avisado. Se a gente falta, é descontado”.

Jornal Midiamax