Cotidiano

Questionada , intervenção na Funsaud é prorrogada por mais 5 meses

A prefeita Délia Razuk determinou que  a intervenção na Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde de Dourados), que terminaria hoje,   seja prorrogada por mais cinco meses.  A medida foi tomada “para fins de garantia à saúde” por meio do Decreto n° 2.304, de 12 de dezembro de 2019, publicado na edição desta sexta-feira (13) do […]

Marcos Morandi Publicado em 13/12/2019, às 14h19

Intervenção terminaria hoje. (Foto: Divulgação).
Intervenção terminaria hoje. (Foto: Divulgação). - Intervenção terminaria hoje. (Foto: Divulgação).

A prefeita Délia Razuk determinou que  a intervenção na Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde de Dourados), que terminaria hoje,   seja prorrogada por mais cinco meses.  A medida foi tomada “para fins de garantia à saúde” por meio do Decreto n° 2.304, de 12 de dezembro de 2019, publicado na edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial do Município.

Em junho deste ano, sob grave crise financeira e considerando a situação como “iminente perigo público de interrupção do atendimento clínico oferecido pelas unidades”, foi determinada a intervenção. Entretanto, depois de  seis meses, a medida foi duramente criticada pela defensora pública Mariza Fátima Gonçalves.

As críticas foram feitas durante a terceira reunião de prestação de contas realizada na Câmara Municipal, que envolveu, aindas, o Ministério Público Estadual, a Comissão de Saúde da OAB,  Comissão de Saúde  da Câmara , a Mesa Diretora da Câmara e o Conselho Municipal de Saúde.

Segundo a defensora , na verdade os problemas continuam os mesmos. “Está faltando carne há mais de 10 dias. Ontem mesmo nós flagramos alguns pacientes do Hospital da Vida  que estavam se alimentando apenas com sopa de macarrão e abóbora.Foi cortado inclusive o lanche da manhã porque não tinham frutas e no final da tarde eles estão passando fome porque não tinham fornecido quatro bolacha água e sal com chá”.

Na avaliação da defensora, tudo que está acontecendo comove e leva a crer que “realmente foi uma pseudo intervenção, uma vez que as coisas até pioraram, já que os interventores “foram todos nomeados antes  pelo Executivo, continuam as mesmas pessoas, que continuam fazendo da mesma forma”.

No entendimento da defensora pública, não foi feito um reescalonamento  de quadro e nem foi feito um enxugamento de gastos e nem repactuação de contratos para se gerir forma que tenha verbas. “Não vi que foi alcançada finalidade nenhuma. A partir de agora vamos estudar uma  forma de  poder  dar continuidade e realmente proteger a população”.

Jornal Midiamax