Cotidiano

Operação contra pesca predatória tem 270 policiais e helicóptero

A Operação Fronteira começou no início de abril para a prevenção e repressão à pesca predatória e já prendeu sete pessoas. A ação foi determinada depois que fotos de pescadores com peixes que estariam morrendo pelo fenômeno da decoada, quando estavam sendo capturados indiscriminadamente na fronteira com o Paraguai. A PMA (Polícia Militar Ambiental) começou […]

Mylena Rocha Publicado em 06/04/2019, às 13h44 - Atualizado às 18h37

Foto: PMA
Foto: PMA - Foto: PMA

A Operação Fronteira começou no início de abril para a prevenção e repressão à pesca predatória e já prendeu sete pessoas. A ação foi determinada depois que fotos de pescadores com peixes que estariam morrendo pelo fenômeno da decoada, quando estavam sendo capturados indiscriminadamente na fronteira com o Paraguai.

A PMA (Polícia Militar Ambiental) começou a fiscalização nos rios Apa e Paraguai, na região da fronteira com o Paraguai, depois que receberam notícias de que estaria ocorrendo decoada na região e que pessoas estariam praticando pesca predatória. As equipes detectaram alguns peixes mortos, possivelmente, devido à decoada, porém, não eram em quantidade significativa.

Na região, os Policiais receberam informações de que as fotos que circularam em redes sociais de pessoas com peixes, não teriam sido daquela região, mas dentro do território Paraguaio e não havia como confirmar se os peixes teriam sido capturados no fenômeno de decoada. Devido à possibilidade de outros pontos de decoada (dequada) no Pantanal e da proximidade da Semana Santa, em que há tradição religiosa de se consumir peixe e muitos pescadores praticam pesca, o Comando da PMA iniciou a operação Fronteira.

A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) colocou um helicóptero à disposição da operação, que está atuando na região de fronteira, tendo em vista que pescadores, tanto daquele país, como brasileiros, valem-se do território vizinho, para praticarem pesca predatória e fugirem para o outro lado da fronteira, onde os Policiais Militares Ambientais não podem adentrar.

Na região de fronteira, alguns elementos, que provavelmente iriam praticar pesca predatória ou outros crimes, empreenderam fuga no território paraguaio ao avistarem o helicóptero realizando fiscalização. Sete infratores já foram presos e autuados por pesca predatória, além de um autuado por desmatamento e outra pessoa autuada por extração ilegal de minério.

Duas prisões ocorreram no rio Aquidauana na sexta-feira (5) à tarde, quando, policiais daquela cidade realizavam fiscalização e prenderam dois infratores por captura de pescado acima da cota permitida. Os infratores haviam capturado 53 kg de pescado, quando a cota de captura por pescador é de apenas 5 kg, mais um exemplar, respeitando-se as medidas permitidas e cinco exemplares de piranha.

Os pescadores, um residente em Assis Chateaubriand (PR) e outro residente em Caarapó, receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com material apreendido, à delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, onde eles foram autuados em flagrante por crime ambiental de pesca predatória e saíram depois de pagar fiança. A pena para o crime é de um a três anos de detenção. Também foi lavrado um auto de infração administrativo e aplicada multa de R$ 1.230 contra cada autuado. O pescado será doado para instituições filantrópicas depois de periciado.

(com informações da PMA)

Jornal Midiamax