Parada há 5 anos, obra de Ceinf vira criadouro de mosquito da dengue no São Conrado

Um matagal tomou conta de uma construção na Rua Lucena, no bairro Jardim São Conrado, em Campo Grande. De acordo com os vizinhos, um Ceinf (Centro de Educação Infantil) estava sendo construído no local e a obra, que estava perto de ser concluída, foi abandonada. O pedreiro Arnaldo Nunes, mora ao lado da construção e […]
| 19/03/2019
- 17:12
Parada há 5 anos, obra de Ceinf vira criadouro de mosquito da dengue no São Conrado

Um matagal tomou conta de uma construção na Rua Lucena, no bairro Jardim São Conrado, em Campo Grande. De acordo com os vizinhos, um Ceinf (Centro de Educação Infantil) estava sendo construído no local e a obra, que estava perto de ser concluída, foi abandonada.

O pedreiro Arnaldo Nunes, mora ao lado da construção e teme riscos que uma área tão grande abandonada pode oferecer. “Minha mulher já pegou dengue e eu tenho certeza que foi dessa construção. A casa está sempre cheia de mosquitos e a gente tem que ficar com o ventilador ligado o tempo todo”, reclama. Ainda de acordo com o pedreiro, há dois anos não realizam limpeza por lá e os vizinhos acabam se arriscando. “Já que ninguém limpa, a gente tem que entrar lá e tentar virar os pneus e tudo quanto é tipo de lixo. Eu não entendo os agentes de saúde visitando o bairro, eles falam para manter a nossa casa limpa, mas de que adianta se um terreno desse tamanho está abandonado aqui ao lado?”, questiona.

Parada há 5 anos, obra de Ceinf vira criadouro de mosquito da dengue no São Conrado
“Quase sempre que passo por aqui, vejo gente lá dentro e, além dos pernilongos, temos mais essa preocupação”, relata o vigilante Eduardo Aparecido Gonçalves. (Foto: Gabriel Torres)

O vigilante Eduardo Aparecido Gonçalves, também reclama do abandono da obra e aponta outro risco que o local oferece. “Como boa parte da obra já foi concluída e há cobertura, essa construção acaba servindo de abrigo para usuários de drogas e esconderijo para ladrões. Quase sempre que eu passo por aqui, vejo gente lá dentro e, além dos pernilongos, temos mais essa preocupação”, relata. O vigilante afirma que uma cerca protegia o local, mas os vândalos arrancaram. “Deveriam cercar de novo, pois, levaram tudo lá de dentro, janelas, canos e até um poste de energia tentaram arrancar. Já que não vão terminar a obra, deveriam pelo menos manter o lugar limpo”, afirma.

Ainda no Jardim São Conrado

Moradores da Rua Pampulha, no cruzamento com a Rua Jandáia do Sul, reclamam de um terreno em situação parecida. Apesar do mato não estar alto, as frequentes chuvas transformam o local em um criadouro do mosquito Aedes aegypti.

A dona de casa Helena Rodrigues, conta que o neto acabou picado pelo mosquito. “Ontem ele fez um exame e foi constatada a doença. O terreno é particular, tinha cerca, mas vieram aqui e arrancaram. Só sabem cobrar impostos, na hora da limpeza não aparece ninguém”.

Já a aposentada Jesuína Neves dos Anjos, afirma que há cinco meses realizaram a limpeza do terreno. Mas, de acordo com ela, limpar a área não seria a solução. “Com essa chuva nem adianta limpar porque o mato cresce rápido outra vez. Deveriam construir alguma coisa aí, já encontrei aranha, lacraia e até escorpião na minha casa. A gente nem se importa mais porque ninguém vem resolver”, lamenta.

Parada há 5 anos, obra de Ceinf vira criadouro de mosquito da dengue no São Conrado
“Com essa chuva nem adianta limpar porque o mato cresce rápido outra vez”, afirma moradora. (Foto: Gabriel Torres)

Por nota, a assessoria de imprensa da prefeitura, informou que a Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos) está trabalhando na limpeza dos canteiros das obras que não estão em andamento. “A unidade do São Conrado, está na programação dos próximos dias”, informou.

Em casos de terrenos particulares, a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) informou que realiza vistorias em todos os bairros da Capital. Uma vez identificado um imóvel/lote urbano sujo o dono é notificado para realizar a limpeza. Caso a limpeza não ocorra em 15 dias, o proprietário poderá pagar multa que, nesse caso, varia entre R$ 2,3 mil e R$ 9,3 mil. O telefone para denúncias é o 156.

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