Cotidiano

ONG quer lares temporários para 40 cães de caça resgatados pela polícia em MS

Depois do resgate de 40 cães de caça em uma fazenda na MS-040, a ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichos procura lares temporários para os animais. Por enquanto, os cães não podem ser doados porque a situação ainda está sob investigação, mas a procura tem sido grande, já que os animais são de raça. […]

Mylena Rocha Publicado em 24/09/2019, às 08h28 - Atualizado às 11h15

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Animais eram mantidos em uma espécie de 'galinheiro', sem água ou comida. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

Depois do resgate de 40 cães de caça em uma fazenda na MS-040, a ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichos procura lares temporários para os animais. Por enquanto, os cães não podem ser doados porque a situação ainda está sob investigação, mas a procura tem sido grande, já que os animais são de raça. As protetoras de animais contam que receberam ligações até criadores de cães tiveram a ‘cara de pau’ de pedir a adoção dos cachorros de raça.

A médica veterinária Maria Lúcia Metello, da ONG Abrigo dos Bichos, frisa que os cães ainda não estão para adoção. Como o abrigo não tem depósito para deixar os cães, os animais serão encaminhados para quem tem responsabilidade e espaço em casa, afinal, são cães de campo.

“Vamos encaminhar para quem é responsável, a pessoa vai assinar um termo na delegacia. Eles ainda não podem ser doados porque estão em processo judicial. O juiz ainda vai decidir se os animais voltam para o antigo dono ou se podem ser doados”, explica.

Maria Lúcia conta que muitas pessoas têm ligado e querem adotar, ainda mais por se tratarem de animais de raça. “É uma coisa incrível, muita gente ligando, até criadores querendo ficar com os animais, é muita cara de pau”.

Para quem quer adotar, é preciso calma, já que por enquanto os animais precisam apenas de um lar temporário. Para abrigar um dos cães, é preciso ter uma casa fechada, porém espaçosa. A veterinária diz que não adianta tirar os animais das ‘gaiolas’ e deixar em um lar onde eles não tenham espaço para circular. Para quem quiser abrigar os cães, Maria Lúcia conta que há esperança de adoção. “Se o juiz decidir que os animais sejam doados, é provável que eles fiquem com quem os abrigou – se a pessoa quiser”.

Para quem oferecer lar temporário, o abrigo garante que vai arcar com as despesas de alimentação. Maria Lúcia explica que os animais são mansos e estão saudáveis. “A única doença deles era a fome. A gente vai fornecer tudo, vamos nos virar nos 30”, ressalta.

Para abrigar um dos cães temporariamente, entre em contato pelo WhatsApp (67) 99605-9887. O Abrigo dos Bichos também recebe doações. Clique no link e saiba como ajudar.

Acorrentados e sem água

Cerca de 40 cães foram resgatados de fazenda localizada na MS-040, em Campo Grande, na tarde da segunda-feira (23). Os animais, entre filhotes e adultos, estavam em situação de maus-tratos, onde ficavam sem comida e presos em cercados.

O flagrante aconteceu após a Decat (Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) receber denúncia anônima de que o proprietário da fazenda, um homem de 57 anos, estava prendendo os cães e nem os alimentava. Os policiais encontraram os cachorros presos em correntes curtas e fechados em uma espécie de galinheiro, sem água e sem alimento.

Jornal Midiamax