Cotidiano

Pelo menos 5 mil professores param em MS contra reforma de previdência, segundo Fetems

Ao menos 5 mil trabalhadores, de acordo com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), devem participar de atos em todo os municípios do Estado contra a proposta de Reforma da Previdência, nesta sexta-feira (22). A manifestação é organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Fetems, conta com sindicatos […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 22/03/2019, às 09h16 - Atualizado às 12h59

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(Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

Ao menos 5 mil trabalhadores, de acordo com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), devem participar de atos em todo os municípios do Estado contra a proposta de Reforma da Previdência, nesta sexta-feira (22).

A manifestação é organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Fetems, conta com sindicatos de professores de outros municípios, além de centrais sindicais como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central dos Sindicatos Brasileiros e Força Sindical, além de diverso movimentos sociais.

Segundo o presidente da Fetems, Jaime Teixeira, paralisações estão previstas em todos os municípios, sobretudo por trabalhadores da educação. A expectativa da Fetems é que de 5 mil até 10 mil manifestantes façam adesão à paralisação nesta sexta.

Pelo menos 5 mil professores param em MS contra reforma de previdência, segundo Fetems
O presidente da Fetems, Jaime Teixeira afirmou que não haverá reposição caso ponto seja cortado (Foto: Marcos Ermínio | Midiamax)

“Esse ato é o primeiro de uma mobilização permanente, que vai ser realizada enquanto não se retirar o projeto [da Reforma da Previdência] da tramitação. Consideramos que a proposta prejudica muito os trabalhadores. Os professores que começarem a trabalhar após a aprovação, por exemplo, vão trabalhar até os 67 anos. Quem já está atuando, terá que contribuir entre 12 a 14 anos a mais”, destaca Teixeira.

O ato conta com apresentações culturais e também contará com discursos das centrais sindicais. Um protesto simbólico será a inauguração de um ‘cemitério’ no canteiro central da Avenida Afonso Pena, onde cerca de 200 cruzes foram colocadas para representar a classe trabalhadora.

Durante a manifestação, uma passeata tomará as ruas, partindo da Praça do Rádio, pela Avenida Afonso Pena, seguindo pela Rua Rui Barbosa, Rua Maracaju, e terminando na esquina da Rua 13 de Maio com Afonso Pena, ao lado do Banco do Brasil. No local, está a agência central do Banco do Brasil que, de acordo com a Fetems, representará as instituições bancárias que serão beneficiadas com a proposta de reforma.

Ponto cortado

Nesta sexta-feira, escolas de todo o Estado amanheceram vazias. Avisos sobre a não realização das aulas foram fixados dias antes, alertando pais sobre a manifestação marcada para esta manhã.

Na tarde da quinta-feira (21), um ofício circular enviado pela SED (Secretaria de Estado de Educação) por e-mail às escolas estaduais, anunciou a possibilidade de desconto de dia de trabalho a professores que faltarem às aulas para manifestarem-se.

No documento, a SED menciona decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que considera prática de greve, ainda que não abusiva, suspensão do trabalho – o que implica no desconto do dia.

Segundo Teixeira, em virtude da paralisação desta sexta-feira, a categoria irá repor as aulas não realizadas, a fim de não prejudicar o calendário escolar. “Mas, se o desconto ocorrer, os professores não farão a reposição”, conclui.

O documento oficial da SED, a propósito, circulou nas escolas com erro ortográfico. A palavra “paralisação” foi grafada com a letra “Z”.

Jornal Midiamax