Cotidiano

Iniciada instalação de mais uma usina fotovoltaica no IFMS

Assessoria A usina fotovoltaica do Campus Dourados será a próxima do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) a entrar em funcionamento. Com obras em andamento, a expectativa é que a instalação seja concluída até o final deste mês. Com orçamento de R$ 282 mil, a usina de Dourados será a terceira do IFMS […]

Diego Alves Publicado em 07/09/2019, às 18h20

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A usina fotovoltaica do Campus Dourados será a próxima do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) a entrar em funcionamento. Com obras em andamento, a expectativa é que a instalação seja concluída até o final deste mês.

Com orçamento de R$ 282 mil, a usina de Dourados será a terceira do IFMS a entrar em funcionamento. As de Campo Grande e Três Lagoas foram inauguradas no ano passado. A previsão é que até outubro sejam instaladas as unidades de Aquidauana, Corumbá, Coxim, Jardim, Nova Andradina e Ponta Porã. A usina de Naviraí depende da conclusão das obras da sede definitiva da instituição.

“A previsão inicial é de 30% de diminuição na conta de luz. Esse recurso será reinvestido na forma de custeio para a manutenção do campus e instalação de novos condicionadores de ar”, apontou o diretor-geral do Campus Dourados, Carlos Vinícius Figueiredo.

A implantação das usinas fotovoltaicas nos campi do IFMS busca promover a difusão tecnológica do uso de energias renováveis por meio de plantas didáticas e reduzir as contas de energia. Além da economia gerada, também será possível realizar o mapeamento da produção de energia solar no estado, contribuindo para pesquisas sobre o tema.

Em Dourados, serão instalados 220 painéis, com potência de 71,5 quilowatts-pico (kWp). A produção mensal estimada será de 9,567 megawatts-hora (MWh), que corresponde atualmente ao valor mensal de R$ 3.672. A expectativa é que, em um ano, a economia seja de R$ 44 mil.

“A usina irá proporcionar sustabilidade financeira. A previsão inicial é de 30% de diminuição na conta de luz. Esse recurso será reinvestido na forma de custeio para a manutenção do campus e instalação de novos condicionadores de ar”, apontou o diretor-geral do Campus Dourados, Carlos Vinícius Figueiredo.

Pesquisa – O desenvolvimento de pesquisas nos campi do IFMS foi um dos fatores que motivou a instalação das usinas.

“Os painéis fotovoltaicos não ficarão apenas nos telhados, uma parte permanecerá no solo para que os estudantes possam ter acesso a eles, possibilitando o mapeamento da produção de energia ao longo do ano”, destacou o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Marco Naka.

A presença do IFMS em diferentes regiões permitirá um panorama sobre a produção da energia térmica no estado.

“Isso vai gerar dados importantes de pesquisa ao longo do tempo, sendo capaz de originar estatísticas interessantes sobre a produção de energia em MS, além de fornecer outras possibilidades de pesquisa relacionadas a formas de energia limpas e demais paramentos que possam ser utilizados pelos nossos estudantes”, afirmou o pró-reitor.

Em Dourados, o desenvolvimento de pesquisas já é discutido. “Para promover a tecnologia, existem algumas ideias, como a criação de aplicativos em parceria com a empresa responsável pela instalação, visando tornar a utilização das usinas mais popular”, informou Figueiredo.

Energia – As usinas se baseiam na instalação de painéis, compostos por células fotovoltaicas, responsáveis por captar energia térmica e convertê-la, gerando energia elétrica.

Trata-se de uma forma de produção de energia considerada sustentável, uma vez que não libera, durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global. Ela também é renovável, pois sua obtenção não depende de recursos limitados.

As usinas que serão implantadas este ano no IFMS devem gerar uma economia anual que ultrapassa os R$ 325 mil, valor superior ao de uma usina. A expectativa é de que a produção mensal nos sete campi seja de 63 MWh.

O investimento total para a construção das unidades será de R$ 1,97 milhão, viabilizados por meio de recursos do Governo Federal. “As usinas apresentarão uma considerável economia no custeio, gerando um impacto muito positivo a longo prazo”, ressaltou Naka.

A estimativa é de que a economia gerada pelas usinas supere o valor investido entre 5 e 10 anos. O tempo pode variar em virtude das tarifas cobradas pelas distribuidoras.

Jornal Midiamax