Cotidiano

Gripe H1N1: Com 13 mortes causadas pela doença em MS, saiba quando se preocupar

Desde o início do ano, Mato Grosso do Sul já registrou 13 mortes pela Influenza A H1N1, a temida Gripe H1N1. Com o clima frio, a doença fica ainda mais comum e quem não conseguiu se vacinar deve ficar atento para não pegar a doença. Para evitar o pânico, é preciso saber quando se preocupar, […]

Mylena Rocha Publicado em 05/06/2019, às 11h09 - Atualizado às 18h57

(Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil)
(Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil) - (Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil)

Desde o início do ano, Mato Grosso do Sul já registrou 13 mortes pela Influenza A H1N1, a temida Gripe H1N1. Com o clima frio, a doença fica ainda mais comum e quem não conseguiu se vacinar deve ficar atento para não pegar a doença. Para evitar o pânico, é preciso saber quando se preocupar, afinal, você sabe a diferença entre um simples resfriado e a H1N1?

No último sábado (1), uma mulher de 36 anos morreu em Corumbá, a 425 km de Campo Grande, logo após dar à luz. Ela foi o 13° caso de morte pela doença em MS e deixou a população preocupada.

Já são quase 40% de óbitos registrados em comparação a todo o ano de 2018, quando 33 pessoas foram vítimas da doença em MS. Em 2016, ano de maior surto da doença em todo país, 103 pessoas morreram em Mato Grosso do Sul. No ano seguinte, houve uma queda brusca, registrando apenas seis vítimas fatais. Os números voltaram a crescer em 2018, totalizando 33.

Três Lagoas lidera casos de morte por H1N1

Segundo informações do último Boletim Epidemiológico da SES, a cidade com o maior número de óbitos em 2019 é Três Lagoas, a 338 km de Campo Grande, com cinco mortes. Quatro homens morreram com sintomas da doença e tinham idades entre 48 e 83 anos. A morte de uma mulher de 63 anos foi notificada em maio.

Quando se preocupar?

Com casos da gripe A H1N1 surgindo a cada semana, é preciso saber quando se preocupar. Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que pessoas idosas ou com comorbidades correm mais risco.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado, a maioria dos casos de gripe A H1N1 que levam à morte envolve pessoas idosas e com comorbidades, como obesidade, diabetes, cardiopatia, alzheimer, asma e hipotireoidismo. Entre os casos listados no relatório até a semana passada, apenas duas mortes envolvem pessoas que não eram idosos e nem tinham doenças.

Outra coisa comum é a confusão entre um simples resfriado e a influenza. A principal diferença é o tempo: o resfriado é mais brando e dura de dois a quatro dias. Além disso, pessoas com resfriado não costumam apresentar febre e calafrios e sintomas como dores de cabeça, cansaço, dores de garganta, tosse e catarro, dores musculares e ardência nos olhos são de leve a moderados. Já em caso de Influenza, as dores de garganta são intensas e o catarro é forte, com congestão nasal.

E o ônibus lotado no frio? Como se prevenir?

Com a chegada do clima mais frio, dá para perceber que o hábito do campo-grandense é de fechar todas as janelas para se proteger. Entretanto, uma medida tão simples como esta pode trazer riscos à saúde. Lugares fechados e com muita gente facilitam a transmissão da Influenza H1N1, logo locais com aglomeração devem ser evitados.

Para evitar a transmissão, também é recomendado que a população evite contatos sociais desnecessários, visitas a hospitais, apertos de mão, abraço e beijos e também não deve partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. Outras medidas preventivas são a higienização das mãos e cobrir o nariz e a boca quando tossir ou espirrar.

Jornal Midiamax