Cotidiano

Futuro museu: Governo prorroga paralisação de reforma no Castelinho

Paralisação de contrato firmado entre o Governo do Estado e empresa de arquitetura para reforma do Castelinho, prédio histórico de Ponta Porã, foi prorrogada por mais 90 dias. O imóvel histórico se transformará em um museu da fronteira, mas ainda não há prazo sequer para o início das obras. A contratação da empresa Restaura Arquitetura […]

Aliny Mary Dias Publicado em 27/12/2019, às 10h30 - Atualizado em 29/12/2019, às 08h49

None

Paralisação de contrato firmado entre o Governo do Estado e empresa de arquitetura para reforma do Castelinho, prédio histórico de Ponta Porã, foi prorrogada por mais 90 dias. O imóvel histórico se transformará em um museu da fronteira, mas ainda não há prazo sequer para o início das obras.

A contratação da empresa Restaura Arquitetura para elaboração de projeto de executivo de arquitetura e complementares já havia sido paralisada em outubro deste ano. A prorrogação da suspensão, contada a partir do dia 26 de novembro, fez com que o contrato só volte a valer a partir de fevereiro.

Ainda não há previsão de custo para a reforma do prédio, que já foi quartel e até cadeia.

Histórico

Um dos prédios mais antigos da região, o Castelinho de Ponta Porã já foi prédio federal de Getúlio Vargas na década de 40, quartel militar e até um presídio. Hoje, o prédio histórico, abandonado e em ruínas, coleciona histórias de causos curiosos e que desafia até os mais corajosos.

O Castelinho de Ponta Porã foi construído na década de 1920 com recursos federais e contribuições da Companhia Matte Laranjeira. Sua construção durou quatro anos, de 1926 a 1930. Foi a base governamental na fronteira erguido próximo à antiga estação Noroeste do Brasil. Entre 1943 e 1946 foi sede do governo do Território de Ponta Porã, criado no governo Vargas, conforme o Decreto-lei n.º 5 812, quando foi instituída a política de Território Federal no Brasil, tendo como governador o militar Ramiro Noronha.

Em 1950, passou a abrigar a cadeia pública e o quartel da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar. No final da década de 1990, com a transferência da corporação a novo prédio, o castelinho ficou sem função e hoje tem recursos liberados para sua transformação em museu para guardar a história da fronteira.

Jornal Midiamax