Cotidiano

Encefalite está entre agravamentos da dengue tipo 2, que circula em MS

A epidemia de dengue em MS, que ocupa o terceiro lugar entre os Estados brasileiros, preocupa mais que pelo grande número de notificações de casos suspeitos. O subtipo da dengue que circula no estado, o vírus DEN2, pode ter sintomas mais graves em pacientes que já tiveram o tipo 1. O subtipo do vírus causador […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 02/04/2019, às 13h05 - Atualizado às 13h59

Não há qualquer evidência científica de que mosquitos, como ao Aedes aegypti, transmitam o novo coronavírus | Foto: Getty | Reprodução
Não há qualquer evidência científica de que mosquitos, como ao Aedes aegypti, transmitam o novo coronavírus | Foto: Getty | Reprodução - Não há qualquer evidência científica de que mosquitos, como ao Aedes aegypti, transmitam o novo coronavírus | Foto: Getty | Reprodução

A epidemia de dengue em MS, que ocupa o terceiro lugar entre os Estados brasileiros, preocupa mais que pelo grande número de notificações de casos suspeitos. O subtipo da dengue que circula no estado, o vírus DEN2, pode ter sintomas mais graves em pacientes que já tiveram o tipo 1.

O subtipo do vírus causador da dengue foi responsável por casos de dengue hemorrágica nos anos de 2009 e 2010. Por apresentar evolução rápida, com quadro de piora de três a cinco dias, exige que as pessoas procurem atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas. Os maiores riscos são para idosos e crianças menores de 10 anos.

Encefalite está entre agravamentos da dengue tipo 2, que circula em MS
Neuropediatra alerta para consequências graves da dengue tipo 2, que circula em MS (Foto: Reprodução | Facebook)

Mas, além dos sintomas clássicos, a dengue tipo 2 pode ocasionar situações mais graves, como a encefalite. Ao afetar o sistema nervoso central, o vírus pode causar a inflamação no cérebro ou até mesmo mielite, uma inflamação da medula espinhal.

“Quando a pessoa contraí o vírus pela primeira vez, ela se torne imune a ele. Porém, quando contraí pela segunda vez, a doença pode ser mais agressiva. Os vírus DEN2 e DEN3 podem ultrapassar a barreira que protege o sistema nervoso central. Isso explica porque alguns quadros podem evoluir para encefalite, meningite e polineuropatia”, detalha a neuropediatra Andrea Weinmann.

Alerta aos sintomas

Estima-se que de 1 a 5% dos casos de DEN2 e DEN3 podem evoluir para doenças neurológicas. Por isso, é preciso permanecer atento aos sintomas e, claro, combater os focos do mosquito – 80% deles estão dentro dos domicílios.

“Além de está vulnerável a sofrer uma encefalite ou mielite, quem é contaminado por dengue mais de uma vez pode sofrer reação imunológica no organismo, levando a outras doenças, como a síndrome de Guillian-Barré, por exemplo”, comenta a neuropediatra.

Além dos sintomas já bem conhecidos, como febre, dor de cabeça, cansaço, dores nas juntas e atrás dos olhos, os vírus da dengue tipos 2 ou 3 podem se manifestar de outras maneiras.

Encefalite está entre agravamentos da dengue tipo 2, que circula em MS
(Arte: Guilherme Cavalcante | Midiamax | Fonte: Sesau | PMCG)

“Quando há encefalite, por exemplo, a pessoa pode sofrer convulsões, ter uma redução da consciência, sentir muito sono e perder a força em um dos lados do corpo. Na mielite, o paciente pode até mesmo perder a capacidade de andar”, reforça a especialista.

Weinmann também explica que dor abdominal e vômitos são sinais de atenção, principalmente em crianças com menos de quatro anos. “Estes sintomas são critérios para internação do paciente. Mesmo que a criança ou até mesmo o adulto não tenha febre, mas apresente este quadro, o ideal é internar para impedir uma evolução mais crítica da dengue”, comenta a neurologista infantil.

Pessoas que já contraíram a dengue e apresentam os sintomas, mesmo os mais conhecidos, devem procurar um pronto-atendimento ao apresentar qualquer sinal de comprometimento do sistema nervoso central. Dor abdominal forte e vômitos também são sinais de atenção para agravamento do quadro da dengue. “O ideal é procurar o pronto-socorro para uma avaliação e exames”, reforça Weinmann.

Jornal Midiamax