Cotidiano

Empresa que atropelou capivara no Aeroporto Internacional vai recorrer de decisão judicial

A defesa da empresa campo-grandense Fly Company Escola de Aviação Civil, que moveu ação contra a Infraero no valor de R$ 176 mil, afirmou que vai recorrer da decisão do juiz federal Renato Toniasso, que negou a determinação para que a Infraero pague imediatamente o conserto de uma aeronave avariada após uma capivara invadir a […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 17/06/2019, às 10h00 - Atualizado às 11h23

Segundo defesa, empresa deverá recorrer da decisão inicial do juiz (Foto: Divulgação | Arquivo)
Segundo defesa, empresa deverá recorrer da decisão inicial do juiz (Foto: Divulgação | Arquivo) - Segundo defesa, empresa deverá recorrer da decisão inicial do juiz (Foto: Divulgação | Arquivo)

A defesa da empresa campo-grandense Fly Company Escola de Aviação Civil, que moveu ação contra a Infraero no valor de R$ 176 mil, afirmou que vai recorrer da decisão do juiz federal Renato Toniasso, que negou a determinação para que a Infraero pague imediatamente o conserto de uma aeronave avariada após uma capivara invadir a pista de pouso do Aeroporto Internacional de Campo Grande, em abril de 2018.

De acordo com a ação que corre na 1ª Vara Federal de Campo Grande, a empresa quer que a Infraero custeie as despesas de manutenção da aeronave Cessna 150 PR-WDB, propriedade da escola de aviação, e indenização por danos materiais, lucros cessantes e danos morais.

De acordo com o advogado que representa a empresa, Oton Nasser, o objetivo da ação é a reparação dos danos, mas também que a Infraero – responsável pela manutenção preventiva da pista de pouso – seja responsabilizada de forma pedagógica para que tal serviço seja efetivo.

“A Fly Company respeita a decisão do juiz, mas vai recorrer. Primeiramente, porque não se trata de uma sentença definitiva, é decisão inicial. Segundo, porque a gravidade do caso reside na má conservação do entorno da pista, que propicia a entrada e saída de animais silvestres, situação que poderão causar, novamente, acidentes com aeronaves no local”, apontou o advogado ao Jornal Midiamax.

Ainda segundo a defesa da empresa, o piloto da aeronave Cessna 150 PR-WDB na ocasião do acidente também deverá promover ação indenizatória.

O acidente em questão ocorreu na noite do dia 10 de abril de 2018, quando uma capivara invadiu a pista principal do Aeroporto Internacional de Campo Grande e foi atropelada por uma aeronave de instrução. No momento do acidente, uma aluna e seu instrutor faziam aulas práticas e perderam o controle da aeronave. O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) esteve em Campo Grande para investigar a ocorrência e para emissão de laudo técnico para prevenção de acidentes afins.

Jornal Midiamax