Cotidiano

Com risco de morte, idosa vítima de AVC aguarda transferência para UTI há 5 dias

A idosa Faustina Anésio de Moraes, de 69 anos, corre risco de morte caso não consiga imediatamente um leito em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da rede pública. A paciente sofre de alzheimer e deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário no domingo (27), apresentando quadro de insuficiência respiratória, pneumonia e AVC (acidente […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 01/02/2019, às 12h43 - Atualizado às 13h05

Saúde de Faustina Anésio de Moraes, de 69 anos, agrava enquanto ela aguarda transferência para UTI (Foto: Divulgação | Arquivo)
Saúde de Faustina Anésio de Moraes, de 69 anos, agrava enquanto ela aguarda transferência para UTI (Foto: Divulgação | Arquivo) - Saúde de Faustina Anésio de Moraes, de 69 anos, agrava enquanto ela aguarda transferência para UTI (Foto: Divulgação | Arquivo)

A idosa Faustina Anésio de Moraes, de 69 anos, corre risco de morte caso não consiga imediatamente um leito em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da rede pública. A paciente sofre de alzheimer e deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário no domingo (27), apresentando quadro de insuficiência respiratória, pneumonia e AVC (acidente vascular cerebral).

Desde então, o estado de saúde de Faustina só piorou e por isso, ela aguarda transferência para uma UTI. Porém, de acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), não há vagas.

De acordo com a neta da paciente, a dona de casa Monique Aquino, de 29 anos, os problemas começaram ainda na UPA. O médico plantonista pediu exames simples, como hemograma e de urina, mas não obteve os resultados.

“Ficamos sabendo que o sangue coagulou e que o de urina não foi analisado. Como o médico precisava desses exames, contratamos um laboratório particular e gastamos R$ 148, para agilizar. Mas alguns exames para comprovar o AVC não foram feitos, porque a UPA não tem estrutura”, detalha Monique.

Segundo ela, o pedido de transferência para UTI foi feito na segunda, mas até agora a vaga não surgiu. A família acionou a Defensoria Pública, que determinou à Prefeitura providenciar uma vaga até às 14h de ontem, mas não houve nenhuma resposta.

“Voltei na Defensoria, porque a saúde da minha avó só piorou, o médico deu um novo laudo que aponta insuficiência renal e que ela precisa ser transferida imediatamente”, conta.

Após retorno de Monique à Defensoria,um mandado de sequestro de bens da Prefeitura foi expedido, com o fim de que a transferir para a UTI da rede particular fosse providenciada. “Mas aqui me alertaram que isso pode demorar mais uns sete dias. A gente não tem a quem recorrer, eu não quero ver minha avó morrer por causa de burocracia”, afirma.

A reportagem pediu à Sesau um posicionamento sobre o caso e, por meio de nota, foi informada que a paciente tem recebido toda a assistência médica necessária pela equipe da unidade e que a remoção da paciente foi solicitada, porém, não atendida devido à superlotação das unidades conveniadas. “A SESAU está atenta a situação desta paciente e não tem medido esforços para que seja realizada a transferência”, traz a nota.

A Sesau destacou, ainda, quanto ao exame de sangue supostamente coagulado, que a amostra “não estava dentro dos padrões aceitáveis para resultado” e que “a repetição do exame é necessária nestes casos e o resultado divulgado em tempo inferior a 24 horas”.

A pasta afirmou, também, que até o momento não foi notificada sobre mandado de sequestro de bens.

Jornal Midiamax