Cotidiano

Cerca de 100 protestam contra a ditadura em frente ao MPF-MS

Pelo menos 100 pessoas ocuparam a calçada do MPF-MS (Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul) neste momento em protesto contra o golpe militar de 1964. O movimento faz frente aos apoiadores do período, que “comemoraram” o dia 31 de março no mesmo local, na noite de domingo (31). A manifestação é encabeçada por […]

Daiany Albuquerque Publicado em 01/04/2019, às 18h45 - Atualizado em 02/04/2019, às 08h33

Manifestantes ocuparam calçada do MPF-MS em protesto contra golpe militar de 64 (Foto: Ana Paula Chuva)
Manifestantes ocuparam calçada do MPF-MS em protesto contra golpe militar de 64 (Foto: Ana Paula Chuva) - Manifestantes ocuparam calçada do MPF-MS em protesto contra golpe militar de 64 (Foto: Ana Paula Chuva)

Pelo menos 100 pessoas ocuparam a calçada do MPF-MS (Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul) neste momento em protesto contra o golpe militar de 1964. O movimento faz frente aos apoiadores do período, que “comemoraram” o dia 31 de março no mesmo local, na noite de domingo (31).

A manifestação é encabeçada por diversos movimentos, como o Coletivo Terra Vermelha, Jornalistas Pela Democracia, CUT (Central Única dos Trabalhadores). A concentração começou por volta das 17h desta segunda-feira (1º) e tem previsão de terminar por volta das 19h.

Para o professor Paulo Cabrau, de 70 anos, o período não deve ser comemorado. “Quando tem gente dizendo que o golpe não existiu e que os quarteis devem comemorar a ditadura, nós que sofremos com esse período não podemos ficar em casa sem fazer nada. Tem gente que está aqui pelo que o pai passou. A ditadura foi um período de horror, perseguição a liberdade e censura. A pior democracia, com todos os defeitos, é melhor que a ditadura”, declarou.

O engenheiro e professor Fausto Matto Grosso, de 70 anos, acredita que nunca se discutiu tanto sobre o tema e que isso é benéfico para as próximas gerações. Ele também acredita que a manifestação é a luta pelo passado, que “corre o risco de ressurgir”.

“Um período de atentado como a ditadura não pode voltar, vivi essa fase lutando contra. O [presidente Jair] Bolsonaro deu um tiro no pé, a população nunca teve tanta oportunidade de saber sobre a ditadura como agora, essa semana foi uma semana de comemoração da luta pela democracia”, alegou.

O movimento não estava se concentrava apenas na calçada do MPF-MS e não atrapalhava o trânsito. O protesto levou em conta um comunicado que teria sido feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos quarteis brasileiros, com a orientação que o dia 31 de março, data do golpe militar, fosse comemorada. A informação foi rebatida depois pelo próprio Palácio do Planalto, entretanto, muitos quarteis marcaram festejos para a data.

Jornal Midiamax