Cotidiano

Após lista de quase 12 mil multas, OAB quer analisar radares de Campo Grande

Para a atender a reclamações de motoristas no estado e após uma ‘inusitada’ publicação da lista de multas cadastradas na Capital, a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul) fará um estudo sobre a instalação de novos radares em Campo Grande e as rodovias que cortam o MS. Os radares foram […]

Mylena Rocha Publicado em 05/04/2019, às 08h31 - Atualizado às 13h40

Foto: Marcos Ermínio | Midiamax
Foto: Marcos Ermínio | Midiamax - Foto: Marcos Ermínio | Midiamax

Para a atender a reclamações de motoristas no estado e após uma ‘inusitada’ publicação da lista de multas cadastradas na Capital, a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul) fará um estudo sobre a instalação de novos radares em Campo Grande e as rodovias que cortam o MS. Os radares foram instalados no fim do ano passado na Capital e estavam funcionando em caráter educativo já em dezembro.

De acordo com a Ordem, uma publicação do Diário Oficial de Campo Grande nesta quarta-feira (3), que traz uma lista com quase 12 mil multas, chamou a atenção e levantou questionamentos. São 55 páginas de autuações cadastradas entre os dias 11 e 20 de março. A OAB quer investigar se os radares estariam favorecendo uma ‘indústria da multa’.

“A Ordem dos Advogados do Brasil cumprindo o seu papel estatutário e constitucional vai analisar tanto a legalidade quanto da viabilidade dessas novas instalações. Os radares têm de ter a finalidade pedagógica e não incentivar ou estimular arrecadação de tributos e, com isso, favorecer a indústria da multa”, critica o Presidente da Ordem, Mansour Elias Karmouche.

De acordo com o Presidente da Comissão Especial de Mobilidade Urbana da OAB, Nilson Castela, chegou também ao conhecimento da instituição suposta instalação de radar em uma curva da rodovia MS-262, nas imediações de Corumbá. “O equipamento, se existente, pode ser objeto de questionamentos sobre a periculosidade, visto que devido ao ponto de colocação pode gerar efeito inverso ao pretendido, causando acidentes de trânsito”, explicou.

Reunião que discutiu o assunto foi realizada nesta quinta-feira (4) e teve a presença também do Secretário-Geral da OAB/MS Stheven Razuk.

(com informações da OAB-MS)

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