Cotidiano

‘Acho que vi um bichinho’: serviço no WhatsApp pode salvar animais nas ruas de Campo Grande

Com o objetivo de evitar acidentes com animais silvestres, o projeto Quapivara irá mapear os locais com o maior número de ocorrências e conscientizar motoristas sobre os locais de travessias dos animais. A novidade é o QuapiZap, onde os moradores podem enviar fotos e localização de locais de atropelamento dos animais.

Mylena Rocha Publicado em 20/07/2018, às 09h52 - Atualizado às 14h03

Quatis são animais comuns na Capital e inspiraram o nome do projeto. (Foto: Diogo Gonçalves/Arquivo Midiamax)
Quatis são animais comuns na Capital e inspiraram o nome do projeto. (Foto: Diogo Gonçalves/Arquivo Midiamax) - Quatis são animais comuns na Capital e inspiraram o nome do projeto. (Foto: Diogo Gonçalves/Arquivo Midiamax)

Com o objetivo de evitar acidentes com animais silvestres, o projeto Quapivara irá mapear os locais com o maior número de ocorrências e conscientizar motoristas sobre os locais de travessias dos animais. A novidade é o QuapiZap, onde os moradores podem enviar fotos e localização de locais de atropelamento dos animais.

O nome Quapivara vem de dois animais muito comuns no cenário urbano da Capital, os quatis e as capivaras. O QuapiZap serve para que agentes de trânsito e a população enviem fotos, vídeos e a localização de animais que atravessam via pública ou que tenham sido atropelados, pelo WhatsApp.

Com as informações, o MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) gera dados sobre a estimativa do número de animais que são mortos ou atropelados, além de identificar quais pontos da cidade estão mais propensos a acidentes com animais. Após a geração destes dados, o objetivo é conseguir que o local seja sinalizado com placas de advertência.

'Acho que vi um bichinho': serviço no WhatsApp pode salvar animais nas ruas de Campo Grande
Ilustração: MP-MS

O projeto é uma parceria do Ministério Público com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a PMA (Polícia Militar Ambiental), Solurb, Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana) e Ciptran (Companhia Independente de Policia Militar de Trânsito).

Segundo o Ministério Público, a Agetran fará a sinalização dos locais de travessia dos animais silvestres. Locais como a Via Park, avenida Afonso Pena, o Lago do Amor e parque próximo ao Rádio Clube já foram sinalizados. A PMA auxilia com a assistência ao animal, que se ferido, é encaminhado para o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres). O Ciptran apoia na identificação dos locais de travessia dos animais silvestres e a Solurb recolhe o animal morto e encaminha para local apropriado.

Além disso, o projeto realiza pesquisas em sites de notícias sobre acidentes envolvendo animais silvestres para identificar os locais com maior frequência de atropelamentos. Os recursos vêm de TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) firmados na área ambiental pelo Ministério Público.

Encontrou animal silvestre na rua? O número de contato do QuapiZap é (67) 98478-2014.

Jornal Midiamax