Cotidiano

Tapa-buraco: operação fechou média de 41,2 mil buracos por mês na Capital

Relatório foi divulgado nesta quinta-feira (22)

Raiane Carneiro Publicado em 22/03/2018, às 19h32

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Relatório foi divulgado nesta quinta-feira (22)

A prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (22) um balanço da ‘Operação tapa-buraco’ que fechou 82.427 nos últimos dois meses, sendo cerca de 41.213 buracos por mês. O número foi contabilizado entre 21 de dezembro, quando foi assinada a ordem de serviço, até o dia 28 de fevereiro, quando foi feita a última medição pelo município.

De acordo com a prefeitura, o número representa a mais de 38% do que foi realizado em 2017, quando foram tapados 218.935 buracos. Já em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o município informou que houve um crescimento de 32% na área recuperada. Em 2017, foram tapados 55.633 buracos.

Conforme o relatório da Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos) que avaliou os trabalhos durante os 69 dias, as equipes conseguiram trabalhar cerca de 40 dias devido às chuvas e ao feriado prolongado de Carnaval.

Valores

Em relação aos valores, o município informou que já foram gastos no serviço R$ 9,1 milhões, o que representa 48,92% do valor contratado especificamente para o tapa-buraco e que ainda existe um saldo contratual de cerca de R$ R$ 10,1 milhões, que pode ser ampliado em R$ 4,8 milhões com um aditivo, que é previsto na lei das licitações, caso haja a necessidade.

Conforme a prefeitura, os contratos firmados em dezembro para a manutenção viária das sete regiões urbanas do município, com valor de R$ 34,2 milhões, têm 56%, o que representa R$ 19,2 milhões, destinados para a reconstrução do pavimento, que é feito pelo tapa-buraco. Outros 7%, que é o valor de R$ 2,4 milhões, se refere a selagem de trinca, que é uma medida preventiva para evitar infiltração de água e surgimento de novos buracos no asfalto. Por fim, R$ 12,4 milhões, que são 36%, são destinados para micro revestimento, uma modalidade de recapeamento.

De acordo com o secretário da Sisep, Rudi Fiorese, o tapa-buraco foi prioridade na primeira fase do serviço devido às condições precárias do asfalto na Capital, já que entre outubro e dezembro de 2017, enquanto era feita a licitação para as empresas que iriam realizar o serviço, Campo Grande teve apenas quatro equipes da prefeitura atuando na manutenção das vias. “Conforme a disponibilidade financeira, vamos executar estes serviços nos locais onde as condições do pavimento permitem. Isso evitará o surgimento de novos buracos”, explica.

Investimentos

O município informou ainda que está negociando com a Caixa Econômica Federal a reprogramação dos contratos do PAC-Pavimentação para viabilizar o recapeamento de vias com maior movimento e que são acessos para os bairros onde projeto está sendo executado, abrangendo um perímetro de aproximadamente 28 quilômetros.

Os locais apontados pelo município são: Complexo Altos do São Francisco, onde acontece o recapeamento das avenidas Euler de Azevedo, no trecho entre as avenidas Presidente Vargas e Ernesto Geisel; Tamandaré, entre a Tenente Lira e a Euler de Azevedo. Na Mata do Jacinto etapa D, já foi recapeada a Rua Antônio Maria Coelho, entre a Rua Furnas e a Mato Grosso; Avenida Mato Grosso da Avenida Hiroshima até a Rua Ceará; Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo; Rua Hiroshima. Tapa-buraco: operação fechou média de 41,2 mil buracos por mês na Capital

Conforme a prefeitura, o complexo Atlântico Sul, etapa A, está previsto o recapeamento da Rua Presidente Castelo Branco, ligação da Avenida Coronel Antonino com o conjunto Estrela do Sul.

Está em negociação também com o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) um empréstimo de R$ 294 milhões para o recapeamento de 491 quilômetros de ruas da Capital. O município informou que o projeto está em fase de cadastramento no Ministério das Cidades, no programa ‘Avançar Cidades’.

Entre as obras previstas no projeto, que é orçado em R$ 100 milhões, está o recapeamento de 34 quilômetros de vias que integram os corredores do transporte coletivo sul e norte, entre elas estão as avenidas Cônsul Assaf Trad, Calógeras, Rui Barbosa, Costa e Silva.

A prefeitura informou que há recursos do projeto de mobilidade urbana para recapeamento da Avenida Bandeirantes, Gury Marques, Bahia, Marechal Deodoro/Gunter Hans, além da Guia Lopes e Brilhantes, que está em andamento.

[Matéria alteradas às 17:16 para correção de informações] 

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