Salário atrai e preparação para concurso da Educação movimenta cursinhos

A remuneração e a estabilidade são o chamariz para o certame, que ainda não tem data definida para acontecer
| 14/05/2018
- 21:18
Salário atrai e preparação para concurso da Educação movimenta cursinhos

Entre cursinhos e candidatos, a preparação para o concurso público da Educação com 1,5 mil vagas, autorizado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta segunda-feira (14), já começou há algum tempo. A remuneração e a estabilidade são o chamariz para o certame, que ainda não tem data definida para acontecer.

Segundo publicado no Diário Oficial, serão mil vagas para professores da rede pública estadual e outras 500 para servidores administrativos. A intenção do Governo é que os professores aprovados substituam parte dos 6,5 mil convocados que compõem atualmente o quadro da SED (Secretaria de Estado de Educação).

“Já estou há alguns meses estudando e mergulho nos livros e apostilas em casa mesmo. Dedico pelo menos de 2 a 3 horas por dia aos estudos. Já sou professora em uma escola particular, mas a estabilidade é meu objetivo”, contou uma pedagoga de 21 anos.

Nos principais cursinhos preparatórios de Campo Grande, a procura dos candidatos começou há quase três meses. No Mandetta, três turmas já estão em andamento e outras três serão formadas no início de junho.

Com 10 horas/aula semanais, durante 90 dias, o curso não sai por menos de R$ 800 e vai quase dobrar de valor quando o edital ser divulgado. Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, os candidatos terão que desembolsar de R$ 1200 a R$ 1600, dependendo do período do dia em que o curso será ministrado, depois que o edital ser divulgado.

Em outro, Neon, o valor é mais baixo, porém a duração do curso também é menor, de dois meses. As aulas são ministradas aos sábados e a preparação específica sai por pouco mais de R$ 600.

Benefícios e desvantagens

Por aqui, a vida de professores pode não ser um mar de rosas, mas, ainda assim, a realidade é um pouco melhor do que nos outros estados. Enquanto a média salarial da categoria a nível nacional é de R$ 2.455, em Mato Grosso do Sul pode chegar a R$ 3.800, segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação, Jaime Teixeira.

“Esse concurso é importante porque o servidor de carreira tem estabilidade, é melhor para a capacitação continuada, além de contribuir para a previdência própria, o que pode diminuir o déficit da previdência”, ponderou.

Outro grande problema, segundo Teixeira, é ainda o alto número de servidores temporários, cerca de 8 mil. No caso dos administrativos, a categoria sequer conta com piso salarial, revelou o presidente. “O valor pago aqui ainda fica abaixo da média nacional. Os administrativos carecem de valorização salarial”, lamentou.

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