Cotidiano

Quartas de final: comércio e moradores se preparam para jogo decisivo da Seleção

A Seleção Brasileira se prepara para entrar em campo no jogo contra a Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo, na tarde da sexta-feira (6). Por aqui, os moradores de Campo Grande se preparam para acompanhar a partida e fazer a festa, torcendo para o Brasil passar por mais esta fase, ficando a […]

Wendy Tonhati Publicado em 05/07/2018, às 10h46

Vendedores se preparam para jogo da seleção
Vendedores se preparam para jogo da seleção - Vendedores se preparam para jogo da seleção

A Seleção Brasileira se prepara para entrar em campo no jogo contra a Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo, na tarde da sexta-feira (6). Por aqui, os moradores de Campo Grande se preparam para acompanhar a partida e fazer a festa, torcendo para o Brasil passar por mais esta fase, ficando a poucos passos do sonhado hexa.

Na rua Manajó, na Moreninha 2, os moradores já se organizam para assistir ao jogo decisivo para a Seleção Brasileira. A rua está decorada com a pista colorida com as cores do Brasil e os vizinhos já tem programação: assistir ao jogo na casa de um dos moradores e começar o churrasco.

Quartas de final: comércio e moradores se preparam para jogo decisivo da Seleção
Vizinhos se reúnem em todos os jogos da Seleção

A tradição de acompanhar os jogos do Brasil entre os vizinhos vem desde a década de 90, explica Cleiton Godinho, um dos moradores que organiza a festa entre os vizinhos. Ele diz que o costume começou com a sogra dele.

Neste ano, segundo Cleiton, os moradores se reúnem e cada jogo é assistido na casa de um dos vizinhos. O próximo será na residência dele e o churrasco após a partida já está garantido.

“Neste ano, juntou todo mundo. Fizemos uma vaquinha e compramos as tintas. Todo mundo ajudou na pintura, as crianças, não escapou ninguém”, conta.

Quartas de final: comércio e moradores se preparam para jogo decisivo da Seleção
Crianças brincam na rua colorida com as cores do Brasil

Sobre a expectativa para a Seleção Brasileira, Cleiton diz que não há desânimo entre os moradores da rua.

“Seguimos na mesma animação. Amanhã é 4X1, com certeza. Todo jogo fazemos bolão também”.

Concentração… para as vendas

Além dos torcedores, quem também aguarda ansiosamente pelo jogo são os vendedores ambulantes, que esperam faturar com a venda, principalmente, de camisas e bandeiras da Seleção Canarinho. Nesta quinta-feira (5), a movimentação ainda era fraca na área central, com poucas vendas sendo feitas.

Segundo os trabalhadores, os torcedores costumam deixar a compra da camisa para poucas horas antes do jogo.

Quartas de final: comércio e moradores se preparam para jogo decisivo da Seleção
Bandeira metade time do coração e metade Brasil é utilizada depois no Brasileirão

Na avenida Presidente Ernesto Geisel, Valdir Bezerra monta três varais de produtos entre bandeiras e camisas do Neymar e de Gabriel Jesus. Trabalhando o ano inteiro com a venda de camisas de times, esta já é a oitava copa em que ele acompanha.

Para Bezerra, as vendas neste ano estão mais fracas e foram concentradas, principalmente, na primeira fase da Copa do Mundo. Segundo ele, no mata-mata, os torcedores ficam com medo de adquirir a camisa e usar só por um jogo.

“Para o primeiro, o povo estava bem animado. É assim, se o Brasil joga bem no primeiro, continuam animados e vende bem. O primeiro jogo atrapalhou tudo [nas vendas] e o brasileiro tem trauma do 7X1, ficou na memória. Vamos torcer para chegar à final que aí, volta o amor pelo Brasil”, brinca Bezerra.

Experiente, ele conta que escolhe o ponto para fugir da concorrência e também aceita cartões. Em dia de jogo, até 60 camisas são vendidas, com valor em torno de R$ 35. Outro fato que afeta as vendas, é o momento em que a copa está sendo realizada.

“Outro fator que complica é a época do mês. Vamos ver agora, que o pessoal vai receber, se vai comprar mais. Mesmo quem não está com dinheiro, paga o cartão e já pode gastar de novo”, avalia Bezerra.

Sobre o item mais vendido, sem dúvidas a camisa do Neymar. “A molecadinha fica louca pelo Neymar”.

Jornal Midiamax