Cotidiano

Prefeitura define reajuste de médicos e professores e vai enviar proposta à Câmara

Professores terão reajuste de 7,7% e médicos de 3,4%

Joaquim Padilha Publicado em 15/06/2018, às 10h08 - Atualizado às 10h44

Pedro Pedrossian Neto, secretário de Finanças e Planejamento. (Arquivo, Jornal Midiamax)
Pedro Pedrossian Neto, secretário de Finanças e Planejamento. (Arquivo, Jornal Midiamax) - Pedro Pedrossian Neto, secretário de Finanças e Planejamento. (Arquivo, Jornal Midiamax)

Os reajustes das categorias dos médicos e dos professores da rede municipal de Campo Grande já foram definidos com as categorias, segundo informado nesta sexta-feira (15) pelo secretário Municipal de Finanças, Pedrossian Neto.

O secretário informou que na próxima semana os projetos de lei com os reajustes de ambas as categorias já serão enviados à Câmara Municipal e, se aprovados, os salários terão reajuste retroativo a 1º de maio.

O reajuste para os professores da rede municipal já havia sido definido no mês passado. A categoria terá um aumento salarial de 7,705% neste ano, pago em duas parcelas: 3,04% em maio e 4,665% em dezembro.

A categoria dos médicos terá diferentes reajustes dependendo de suas funções. Médicos que atuem em regimes de 40h semanais vão receber um aumento pontual de R$ 1.500 sobre o salário.

Já médicos que atuem com carga horária de 24h (salário de R$ 6,6 mil) ou 12h (salário de R$ 3,3 mil) semanais terão reajuste sobre o salário base de 3,4%.

Segundo Pedrossian Neto, os reajustes da classe médico vêm para “corrigir uma injustiça” com a cateogria, que precisaria recompor perdas que tiveram no último ano.

O secretário também explica que, atualmente, a maioria dos médicos da rede municipal são ou contratados ou convocados, e nesse caso, como não são servidores ligados à Prefeitura, contribuem ao INSS com até 28% de seus salários.

Pedrossian Neto alega que, após convocação dos médicos no novo concurso da Prefeitura, o município vai economizar. “A Prefeitura vai deixar de pagar esses 28% ao INSS e vai recolher para o IMPCG, cuja alíquota é melhor” afirmou.

Outras categorias

Além dos médicos e professores, o secretário de Finanças adianou que a Prefeitura possui também “conversas adiantadas” com os setores da referência 14, agentes de saúde, enfermagem e odontologia, que estão em greve desde o mês passado.

A Prefeitura também propôs um reajuste específico para a categoria da referência 14-B, composta por aqueles servidores que possuem Ensino Superior. A categoria protestou na última semana por um reajuste de 30% sobre o salário base.

Segundo Pedrossian Neto, foi proposto aos servidores um reajuste 3,4% sobre o salário base, além da incorporação de abono de R$ 700 ao salário. A incorporação ocorreria em 22 parcelas, com um “salto” de 15% à vista em dezembro.

Jornal Midiamax