Cotidiano

Prefeito desmente informação de que hospital de Naviraí encerraria atendimento

Documento afirma que Pronto Socorro fecharia atendimento ao público

Mylena Rocha Publicado em 29/03/2018, às 15h39

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Documento afirma que Pronto Socorro fecharia atendimento ao público

O prefeito de Naviraí, Dr. Izauri (DEM) informou que o Hospital Municipal (HMN) não irá deixar de atender aos pacientes, ao contrário das informações que circulam nas redes sociais. Entretanto, há um documento encaminhado ao Secretário de Saúde, em que o diretor do hospital comunica o fechamento ao público no Pronto Atendimento e a demanda de internação hospitalar.

De acordo com o prefeito, o hospital está com dificuldades no fornecimento de medicamento e insumos para cirurgias. A falha na entrega dos itens seria resultado de uma dívida do município com as empresas fornecedoras. Apesar das dificuldades, Dr. Izauri informa que a Prefeitura tenta normalizar a situação e que o hospital não encerrará o atendimento. “Não vai parar o plantão, o hospital vai funcionar, inclusive é o único da cidade que atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O que há é uma preocupação em uma área específica, mas que já estamos trabalhando e finalizando o processo de compra destes materiais”, conta.

Um suposto áudio do diretor do HMN circula entre os funcionários e diz que o documento que pede o encerramento das atividades da unidade é uma estratégia para agilizar o processo de aquisição dos medicamentos. “Foi necessário fazer uma dispensa de licitação e a dispensa é um processo mais ágil, mas só é justificável em situação de emergência. Fiquem tranquilos, nós sabemos do documento, foi uma ação orquestrada, feita em conjunto. O pronto socorro não fechará”, afirma. O Jornal Midiamax não conseguiu contato com a diretoria do hospital até o momento da publicação.

O áudio e os documentos foram enviados ao Jornal por uma funcionária do hospital. Segundo ela, os pacientes não enfrentam dificuldades no atendimento, mas há falta de itens básicos, como papel higiênico, insumos e medicamentos. “A gente está trabalhando com o mínimo possível”, conta.

Jornal Midiamax