Cotidiano

Postos de combustíveis só voltam à normalidade dentro de 5 dias, diz Sinpetro

Segundo o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), todos os postos de combustíveis de Campo Grande já têm combustível e abastecem sem filas. A situação, no entanto, só será totalmente normalizada dentro de cinco dias. Este é o prazo, também, para que os postos […]

Mariane Chianezi Publicado em 29/05/2018, às 13h02 - Atualizado às 16h57

Postos em Campo Grande voltam a atender normalmente após escassez de combustível - Foto: Marcos Ermínio
Postos em Campo Grande voltam a atender normalmente após escassez de combustível - Foto: Marcos Ermínio - Postos em Campo Grande voltam a atender normalmente após escassez de combustível - Foto: Marcos Ermínio

Segundo o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), todos os postos de combustíveis de Campo Grande já têm combustível e abastecem sem filas.

A situação, no entanto, só será totalmente normalizada dentro de cinco dias. Este é o prazo, também, para que os postos de cidades do interior

Após fazer ronda nos postos de combustível em Campo Grande, apurou-se que os principais postos da cidade estão abastecendo normalmente, confira aqui. Com a situação se normalizando aos poucos na Capital, o Sinpetro afirmou que no interior, os postos serão reabastecidos totalmente em até 5 dias.

Conforme a assessoria do, cerca de 15 caminhões-tanque saíram de Campo Grande nesta terça-feira (29) e seguiram para a Refinaria de Paulínia (Replan) para reabastecer e retornar às distribuidoras do Estado.

Mesmo com a paralisação dos caminhoneiros prosseguindo no Estado, o Sinpetro garantiu que os combustíveis vão chegar às bombas em todas as cidades de MS. “A gente está recebendo os combustíveis. Muitos caminhões estão deixando as distribuidoras aqui e seguem para o interior em um comboio junto à PRF”, disse Sinpetro por meio de assessoria.

Apesar de garantir o combustível nas bombas, o sindicato reconhece o ‘perigo’ dos combustíveis chegarem a faltar novamente caso os petroleiros entrem em paralisação também. Os petroleiros anunciaram, no último sábado (26), que entrariam em greve a partir desta quarta-feira (30).

Pode faltar combustível

Na manhã desta terça-feira (29), conforme a Agência Brasil, caminhoneiros paralisaram pontos da rodovia SP-332, nos dois sentidos, impedindo a saída de caminhões de combustível da Replan, refinaria de Paulínia que abastece as distribuidoras de Mato Grosso do Sul. A PMR do Estado de São Paulo estaria no local tentando negociar o desbloqueio com os manifestantes.

Em Campinas, o Batalhão de Ações Especiais de Polícia, Tropa de Choque e PRF montaram uma megaoperação para escoltar caminhões-tanque da refinaria Replan para que pudessem abastecer os postos na cidade.

Há 9 dias paralisados na região da refinaria da Petrobras, os caminhoneiros só estavam deixando passar carretas que estavam escoltadas pela polícia e que abastecem serviços essenciais, conforme o Jornal A Cidadeon.

Ao Jornal Midiamax, o Sinpetro informou que ainda não há informações oficiais sobre os caminhões-tanques que saíram de MS e chegaram em SP, conseguiram abastecer na Replan e retornar ao Estado. Informação seria divulgada nesta tarde.

‘Não é só pelo diesel’

Iniciada há nove dias, a paralisação dos caminhoneiros, que interditaram estradas Brasil afora contra sucessivas altas do diesel, segue com uma lista de reivindicações que inclui desde ‘intervenção militar’ até a renúncia do presidente Michel Temer (MDB). Ao menos em Mato Grosso do Sul, já que caminhoneiros nos pontos de bloqueio não reconhecem lideranças que assinaram acordo com o Governo Federal.

Há até relatos isolados de suposta intimidação e ameaça. É difícil quem fale abertamente a favor de abandonar a mobilização. Até mesmo o Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul), alinhado à AbCam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) – que assinou o acordo com o governo -, afirma que a paralisação da categoria deve continuar normalmente.

“Pelo menos aqui, em MS, o movimento preferiu continuar parado. Os integrantes acham que o governo não está sendo honesto e que na redução de 46 centavos anunciada nas refinarias, talvez nem metade chegue nas bombas nos postos de combustível”, comenta Roberto Sinai, integrante do Sindicam-MS. Muitos motoristas, no entanto, dizem que sequer sabem ‘quem é Sinai’.

Jornal Midiamax