Cotidiano

Parada desde 2016, obras do Aquário viram criadouro de mosquito da dengue

Nove sacos de 20 litros com resíduos foram recolhidos

Guilherme Cavalcante Publicado em 23/03/2018, às 16h15

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Nove sacos de 20 litros com resíduos foram recolhidos

Agentes de endemias da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) vistoriaram na manhã de sexta-feira (23) as obras do Aquário do Pantanal. No local, foram combatidos focos do mosquito aedes aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya) e foram retirados cerca de 9 sacos de 20 litros com resíduos orgânicos ou que poderiam funcionar como reservatórios de ovos do inseto. 

Na obra, também foi feito o trabalho de bloqueio, no qual os agentes promovem desobstruções onde há acúmulo d´água, além de aplicação de larvicidas em áreas mais problemáticas. Todo o interior e entorno da obra passou por vistoria e, ao todo, 18 agentes de endemias participaram da ação, a segunda do ano, solicitada pelo Governo do Estado. A Sesau não soube precisa o número de focos identificados durante a ação.

Parada desde 2016, obras do Aquário viram criadouro de mosquito da dengue

É onde mora a polêmica, a propósito, já que o maior obstáculo para a conclusão do Aquário, segundo o governo do Estado, é a falta de recursos, o que faz da instalação um “abacaxi cheio de falhas”.

A finalização do aquário chegou a ser assegurada em janeiro após assinatura do governo do Estado com o MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e o TCE (Tribunal de Contas do Estado). Todavia, as empresas escolhidas pela administração estadual para a conclusão do Aquário – Construtora Maksoud Rahe Ltda e Tecfasa Brasil Soluções em Eficiência Energética Ltda – ainda aguardam homologação da Justiça para assinar os contratos e firmar o acordo, que deveria entregar a obra até dezembro, ao custo adicional de R$ 36,7 milhões.

Além disso, o Aquário foi alvo da operação Lama Asfáltica, que apura desvio de dinheiro do projeto, e foi paralisada pela Justiça por problemas com as construtoras responsáveis. A mesma operação fez com que Puccinelli e mais 12 pessoas se tornassem réus por corrupção passiva, fraude em licitação e peculato. Puccinelli chegou a ser preso em um dos desdobramentos da Lama Asfáltica, chamada de Papiros de Lama em novembro do ano passado.

Vale lembrar, também, que o relatório produzido pelo Ministério Público Federal em outubro de 2015 junto com a Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União), apontou desvios de dinheiro por meio de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro ocorridos na gestão de Puccinelli entre 2007 e 2014.

Jornal Midiamax