Cotidiano

Pais deixam compras para última hora e movimento surpreende lojistas

Lojistas tiveram de reforçar o efetivo de funcionários

Maisse Cunha Publicado em 06/02/2018, às 19h31

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Lojistas tiveram de reforçar o efetivo de funcionários

As aulas na Reme (Rede Municipal de Ensino) começaram hoje (6) e em escolas particulares nos últimos dias, mas muitos pais, como bons brasileiros, deixaram para comprar o material escolar dos filhos na última hora. Em uma papelaria, na região central da Capital, só no sábado (3) foram vendidas cerca de 1,5 mil mochilas e em outra mais de 5 mil pessoas fizeram compras também em um dia de expediente. 

Só para reforçar o atendimento na volta às aulas, foram contratados 12 funcionários temporários, número 50% superior ao de trabalhadores efetivos que o comércio dispunha em dezembro passado.

“No sábado passado, um dos dias de maior fluxo de vendas, vários dos nossos produtos esgotaram antes do meio dia. Como temos outra filial em Ponta Porã, comunicamos a gerência de lá e nos mandaram um caminhão carregado de produtos, para segurar as vendas dos próximos dias”, conta o gerente Cajaíba Costa.

Em outra tradicional loja da Capital, instalada no mesmo endereço há 25 anos, os pedidos de produtos foram feitos aos fornecedores com 6 meses de antecedência e a expectativa é que o movimento seja intenso até semana que vem.

“Ontem [segunda-feira], passaram pelo caixa mais de 5 mil clientes. Outras 7 mil passaram só para fazer orçamento. Tivemos que fechar as portas no meio do dia para reorganizar a loja, mesmo tendo mais de 40 funcionários trabalhando”, conta o proprietário Jorge Fernandes.

Ele conta que muitos pais foram ao estabelecimento comprar os materiais dos filhos após as 19h, horário que a loja costuma encerrar o atendimento. “Muitos trabalham fora do horário comercial e tivemos que montar um esquema de atendimento diferenciado para eles. Ontem mesmo fechamos as portas 21h”, conta.

Economia

Para a professora Elizandra Gonçalves, 39 anos, a regra é economizar nesse período. “Moro numa chácara em Terenos e vim de lá até Campo Grande para buscar o melhor preço. Já fui em várias lojas, comprei um pouco lá, vou comprar outros materiais aqui, mas ainda tenho tempo porque as aulas da minha filha só começam na semana que vem”, diz.

No caso da costureira Gislaine Dias, de 27 anos, foi diferente. Ela conta que comprou os materiais escolares do filho de 7 anos ainda em dezembro passado, assim que recebeu seu décimo terceiro.

“Já que no começo do ano temos vários outros gastos, preferi comprar bem antes do tempo, até porque os preços estavam bem melhores antes. Agora, só vim comprar poucas coisas que faltaram. Deu para economizar bastante”, conta.

A zeladora Mirian Laurinda, de 28 anos, mãe de 3 filhos, de 4, 12, e 14 anos, afirmou que sentiu pouco a queda nos preços. “Nos lugares que tem desconto, me parece que o estoque não está sendo suficiente. Fui atrás das promoções que anunciaram, mas quando cheguei nas lojas, os produtos já estavam esgotados. Apesar disso, deu para economizar um pouco porque as coisas mais caras comprei com antecedência”, afirmou.

Volta às aulas

Em algumas escolas particulares, o ano letivo começou ainda em janeiro. Em outras, a volta às aulas aconteceu nesta segunda-feira (5).

Pais deixam compras para última hora e movimento surpreende lojistas

Pais que perderam a pré-matrícula, encerrada no dia 31 de janeiro, terão uma nova chance, conforme a SED, entre os dias 7 e 12 de janeiro. A designação será feita no dia 14, com prazo para confirmação entre os dias 15 e 19 de janeiro.

A pré-matrícula para remanescentes deve ser feita no site da Matrícula Digital, através do endereço eletrônico www.matriculadigital.ms.gov.br

Jornal Midiamax