No 9º dia, caminhoneiros reafirmam não aceitar acordo e seguem parados em MS

A greve dos caminhoneiros entrou no nono dia de mobilização, nesta terça-feira (29). Em uma das principais “bases” do movimento, o Posto Caravaggio em Campo Grande [BR-163, entre saídas para Três Lagoas e São Paulo], os trabalhadores do transporte de cargas seguem reafirmando que vão continuar parados. Os manifestantes alegam que não há uma liderança […]
| 29/05/2018
- 13:34
No 9º dia, caminhoneiros reafirmam não aceitar acordo e seguem parados em MS

A entrou no nono dia de mobilização, nesta terça-feira (29). Em uma das principais “bases” do movimento, o Posto Caravaggio em Campo Grande [BR-163, entre saídas para Três Lagoas e São Paulo], os trabalhadores do transporte de cargas seguem reafirmando que vão continuar parados. Os manifestantes alegam que não há uma liderança no movimento e que somente a redução de R$ 0,46, prometida pelo presidente Michel Temer, por tempo determinado, não é suficiente.

No 9º dia, caminhoneiros reafirmam não aceitar acordo e seguem parados em MS
Manifestantes dizem que movimento não tem uma liderança

Na manhã desta terça-feira, o Jornal Midiamax esteve no local e conversou com os manifestantes, que afirmam que ação não é uma greve, apenas uma manifestação –uma vez que boa parte das estradas já foram desbloqueadas. Entre os caminhoneiros, há pessoas de diversos estados além de Mato Grosso do Sul como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A maioria afirma que não há uma liderança do movimento. “Pode conversar com qualquer um aqui”, dizem quando questionados. Eles também alegam ser contra sindicatos e dizem estar parados por vontade própria. O apoio de outras categorias também é bem-vindo, segundo os manifestantes.

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O caminhoneiro, Clodoaldo Francisco dos Santos, explica que, os trabalhadores não reconhecem o acordo com a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros). “Pode perguntar a qualquer caminhoneiro. Nenhum é favor desse acordo com a Abcam. R$ 0,46 é ridículo, ainda mais por 60 dias”, diz.

Um motorista, que preferiu não se identificar, afirma que redução por 60 dias não resolve o problema dos altos custos no setor do transporte. “O que adianta reduzir por 60 dias e depois descontar na gasolina e no etanol?”, questiona.

Precisamos que o governo perceba que a logística do Brasil é rodoviária e, se não valorizar, vamos continuar [a manifestação] até que ocorram melhorias”, afirma outro caminhoneiro.

Outra questão apontada, por pelo menos parte do movimento é o valor do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) no Estado. Na última segunda-feira (28), os caminhoneiros disseram ao Jornal Midiamax que o movimento deve continuar até o governo Estadual reduzir o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias), que atualmente está em 17%.

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