Cotidiano

Na véspera de Finados, cemitérios já estão movimentados e comerciantes otimistas com vendas

Nesta quinta-feira (1°), véspera do Dia de Finados – 2 de novembro – a movimentação de visitantes e dos comerciantes nos cemitérios de Campo Grande é intensa. A maioria dos ambulantes e os comerciantes dizem que a expectativa de vendas para a data é das melhores neste ano. Na frente do Cemitério Santo Antônio – […]

Wendy Tonhati Publicado em 01/11/2018, às 11h14 - Atualizado às 12h50

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Pesquisa do Procon-MS encontrou maior variação em flores (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax)

Nesta quinta-feira (1°), véspera do Dia de Finados – 2 de novembro – a movimentação de visitantes e dos comerciantes nos cemitérios de Campo Grande é intensa. A maioria dos ambulantes e os comerciantes dizem que a expectativa de vendas para a data é das melhores neste ano.

Na frente do Cemitério Santo Antônio – o mais antigo de Campo Grande –  as tradicionais barraquinhas já estão montadas. Vanda da Silva Queiroz, 39 anos, trabalha há 20 montando banca para o Dia de Finados, no local.

Segundo ela, este ano, o movimento ainda está fraco, pois, a data caiu na sexta-feira. “Quando cai no meio da semana, já sabemos que o movimento antes é menos. Mas acho que amanhã vai vender bem. Às vezes, nos desesperamos antes, mas no dia dá certo. A maioria compra aqui”. Vanda diz que a flor mais vendida é o crisântemo, com valores de R$ 10 e R$ 20. “Tem pouco agora, porque com esse tempo [calor], não pode trazer muito”.

A artesã Lurdes de Oliveira, 57 anos, também monta a banca no cemitério há 20 anos. “Está um pouco fraco. Em outros anos, dia 31 o pessoal já estava vindo, mas, vamos esperar amanhã”. A artesã trabalha montando arranjos com flores artificiais e também faz as flores com EVA. Os preços variam de um arranjo pequeno de R$ 2 até os grandes, de R$ 25.

Nas floriculturas da área central de Campo Grande, o movimento ainda é baixo. Mas, os empresários explicam que o pico de atendimento é realmente no Dia de Finados. Na Floricultura Marrocos, na avenida Mato Grosso, a gerente Lívia Cardoso, diz que o horário de atendimento na sexta-feira, será a partir das 6h30. “Esperamos que seja melhor do que em outros anos. O pessoal deixa para vir no dia mesmo”.

Segundo ela, as flores mais procuradas são os crisântemos e há flores para todos os bolsos. “Tem a parir de R$ 10. É uma tradição que não muda. Levam crisântemos, mas, também saem os buques de rosas”, explica.

Em outra floricultura da avenida Mato Grosso, uma das funcionárias comenta que as margaridas são as mais vendidas. Segundo ela, o movimento ainda não é grande, mas a expectativa é de atender os clientes até às 12 horas do Dia de Finados. No estabelecimento, o arranjo que mais tem sido vendido tem valor de R$ 25.

A movimentação de pessoas nos cemitérios também já é grande. No Cemitério Santo Antônio, muitas famílias se reuniram nesta manhã para fazer a limpeza de túmulos e também levar flores aos parentes que partiram.

Momento de agradecimento

O casal Enir Marília, 70 anos, e Jaime Albino, 63 anos, foram realizar a limpeza do jazigo em que foram sepultados os pais de Enir.

“É uma tradição e também um agradecimento. Tudo o que eles podiam fazer por nós, eles fizeram. Poderiam até mesmo ficar sem por nós. Isso [o cuidado com a sepultura] é muito pouco”, conta Enir. Em seguida, o casal vai ao cemitério Santa Amaro, onde os pais de Jaime estão enterrados.

Jornal Midiamax