Cotidiano

Moradores denunciam queimadas em terreno no Girassóis

O período de estiagem nem mesmo começou oficialmente e um velho problema enfrentado pelos campo-grandenses já veio à tona: as queimadas. Moradores do Parque Residencial dos Girassóis relatam que um incêndio em área verde na manhã desta terça-feira (1º) teria sido iniciado propositalmente.

Carlos Yukio Publicado em 01/05/2018, às 17h32 - Atualizado às 17h33

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Moradores denunciam queimadas em bairro

O período de estiagem nem mesmo começou oficialmente e um velho problema enfrentado pelos campo-grandenses já veio à tona: as queimadas. Moradores do Parque Residencial dos Girassóis relatam que um incêndio em área verde na manhã desta terça-feira (1º) teria sido iniciado propositalmente.

De acordo com os moradores, o incêndio teve início às 11h30 de hoje e foram necessárias duas viaturas do Corpo de Bombeiros para extinguir o fogo. Segundo a vizinhança, no entanto, a causa do incêndio seria a prática de limpeza de folhas e detritos utilizando a queimada, principalmente nas residências em construção e reforma.

Esta já seria a segunda vez que queimadas propositais ocorrem na região, somente nos últimos dias. Na manhã do último domingo (29), por volta das 9h da manhã, outro incêndio teve início na mesma área. Em ambos os casos, os moradores das áreas mais atingidas pela fumaça foram obrigados a abandonar o local.

Crime ambiental

De acordo com o Artigo 250 do Código Penal, queimar qualquer coisa em ambiente aberto causando incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem é considerado crime, além de causar problemas à saúde e poluição. A pena é de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa. As penas podem ser aumentadas em um terço se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. No caso de incêndio doloso, ou seja, quando há intenção de queimar, a pena de detenção pode chegar a ser de 6 meses a 2 anos de prisão.

Vale lembrar que em queimadas são emitidos vários poluentes e substâncias altamente tóxicas, cujos efeitos podem ir de intoxicação, problemas respiratórios até a morte por asfixia. A situação tende a se agravar durante os períodos de baixa umidade, como o que deverá ser enfrentado na Capital nos próximos dias.

Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul), não há previsão de chuva até o fim da semana e a umidade relativa do ar pode chegar a 25% nos próximos dias.

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(Texto com supervisão de Guilherme Cavalcante)

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