Cotidiano

Em um ano, Campo Grande teve o maior aumento no preço da cesta básica

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande teve o aumento mais significativo no preço da cesta básica. Nos últimos 12 meses, a cesta sofreu aumento de 2,7% no valor, na contramão da maioria das capitais, nas quais os produtos ficaram mais baratos.

Mylena Rocha Publicado em 05/09/2018, às 13h04 - Atualizado às 13h34

Em comparação com setembro de 2017 a alta ficou em 10,8%(Imagem:Reprodução/Agência Brasil)
Em comparação com setembro de 2017 a alta ficou em 10,8%(Imagem:Reprodução/Agência Brasil) - Em comparação com setembro de 2017 a alta ficou em 10,8%(Imagem:Reprodução/Agência Brasil)

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande teve o aumento mais significativo no preço da cesta básica. Nos últimos 12 meses, a cesta sofreu aumento de 2,7% no valor, na contramão da maioria das capitais, nas quais os produtos ficaram mais baratos.

Atualmente, a cesta básica tem o valor médio de R$ 364,66 e corresponde a 41,5% do salário mínimo. Apesar de ser um destaque entre as capitais como a cesta que mais aumentou o preço, os dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontam que no mês de agosto a cesta teve uma redução de 1,6% no preço em Campo Grande.

Quanto ao cenário dos produtos da cesta básica nas capitais, o levantamento da Dieese mostra que o preço dos alimentos essenciais que compõem a cesta básica caiu em 17 de 20 capitais brasileiras em agosto. A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 432,81), seguida pela de Florianópolis (R$ 431,30), Porto Alegre (R$ 419,81) e Rio de Janeiro (R$ 417,05). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 311,92) e São Luís (R$ 329,42).

O Dieese calculou o salário mínimo ideal em agosto, baseado na cesta mais cara, de São Paulo. O valor mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.636,04, equivalente a 3,81 vezes o salário mínimo atual, de R$ 954. Em julho, o salário deveria ter sido R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o piso mínimo do país.

Jornal Midiamax