Cotidiano

De 24 postos de combustível fiscalizados, 21 foram autuados pelo Procon durante a greve

Para coibir a prática de preços abusivos, o Procon-MS fez fiscalizações em postos de combustível, supermercados e revendedoras de gás de cozinha em Campo Grande. Dos postos, 24 foram fiscalizados e 21 foram atuados durante a greve.

Mylena Rocha Publicado em 01/06/2018, às 15h20 - Atualizado em 02/06/2018, às 12h28

Postos podem cobrar até R$ 4,39 pelo litro da gasolina. (Foto: Procon-MS)
Postos podem cobrar até R$ 4,39 pelo litro da gasolina. (Foto: Procon-MS) - Postos podem cobrar até R$ 4,39 pelo litro da gasolina. (Foto: Procon-MS)

Um reflexo da greve dos caminhoneiros foi a alta dos produtos em todo o país devido ao desabastecimento. Para coibir a prática de preços abusivos, o Procon-MS fez fiscalizações em postos de combustível, supermercados e revendedoras de gás de cozinha em Campo Grande. Dos postos, 24 foram fiscalizados e 21 foram atuados durante a greve.

O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, conta que desde o fim da greve, as reclamações feitas por consumidores reduziram consideravelmente. Agora, a missão é garantir que os preços voltem ao normal nas bombas de toda a Capital. “Nossa é expectativa é essa, que os valores de combustível normalizem. Para que consigamos isso, o consumidor pode ajudar de uma maneira muito simples: comprando mais barato”, explica.

Na próxima semana, o órgão de defesa do consumidor fará uma pesquisa sobre o preço dos combustíveis em postos de Campo Grande. O objetivo é de que o consumidor compre em locais mais baratos e garanta que os valores voltem ao normal. “O consumidor tem a melhor arma na mão, ele pode escolher onde comprar. Nós vamos ajudar com a pesquisa, temos postos que vendem gasolina por R$ 4,04, o consumidor deve prestigiar quem vende mais barato”.

Supermercados

Durante a greve, o Procon fiscalizou 8 supermercados e 6 foram autuados e, na próxima semana, o órgão continua com as fiscalizações. O abastecimento já foi normalizado no Ceasa e os preços devem voltar ao normal até terça-feira (5), mas há uma preocupação quanto à qualidade dos produtos que chegam às gôndolas, principalmente os hortifrutigranjeiros.

“Vamos ficar de olho porque precisamos saber como esse produto vai chegar ao consumidor. Esses caminhões ficaram parados por um bom tempo e pode haver oferta de produtos impróprios para o consumo”, explica Salomão.

Gás de cozinha

O gás de cozinha também foi uma preocupação durante os dias de greve dos caminhoneiros. Ao contrário dos postos de combustível e dos supermercados, que já são reabastecidos, as revendedoras de gás de Campo Grande precisam de pelo menos uma semana para normalizar a situação.

Segundo o superintendente do Procon, o órgão continua a receber reclamações sobre preços abusivos nas revendedoras de gás. “Vamos continuar com a fiscalização nas revendedoras, o preço tem que voltar a cair para o que era, cerca de R$ 70. O consumidor deve ficar atento e também não pode comprar de clandestino. O sistema está voltando ao normal, não precisa estocar”, afirma Salomão.

Jornal Midiamax