Cotidiano

Corumbá perde 5 milhões de comprimidos para diabetes e MPF investiga

Após realizar vistorias no almoxarifado da secretaria de Saúde de Corumbá e ter acesso a uma lista de perdas, extraída do próprio sistema da secretaria de saúde do município, o Ministério Público Federal (MPF) constatou que milhões de comprimidos para o tratamento de diabetes tipo 2 se perderam. Segundo o órgão, a lista de perdas […]

Cleber Rabelo Publicado em 20/09/2018, às 15h12 - Atualizado às 16h18

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Após realizar vistorias no almoxarifado da secretaria de Saúde de Corumbá e ter acesso a uma lista de perdas, extraída do próprio sistema da secretaria de saúde do município, o Ministério Público Federal (MPF) constatou que milhões de comprimidos para o tratamento de diabetes tipo 2 se perderam.

Segundo o órgão, a lista de perdas registrava o vencimento de 1,4 milhões de comprimidos de metformina e 3,5 milhões de comprimidos de glibenclamida. Em agosto, o MPF realizou duas vistorias no almoxarifado da secretaria de saúde de Corumbá. Em uma delas foram contabilizadas 349 caixas de metformina (349 mil comprimidos) e 249 caixas de glibenclamida (1.349.250 comprimidos) com vencimento em agosto de 2018.

Conforme o MPF, o secretário de saúde de Corumbá acompanhou a vistoria e informou que possivelmente houve ‘abuso’ na compra pela gestão anterior. O secretário informou ainda que foi aberta sindicância para apurar a responsabilidade na aquisição, bem como a responsabilidade de deixar o medicamento vencer sem utilização.

Por outro lado, o Ministério Público Federal teve acesso ao relatório elaborado pela auditoria do município, que consta a informação de que a atual administração tem conhecimento, ao menos desde março de 2017, do excesso dos dois medicamentos em estoque. O MPF informou que a secretaria de saúde, ciente dos fatos, poderia ter adotado medidas, como permuta ou doação para outros municípios, mas permaneceu inerte, ocasionando o desperdício de milhões de medicamentos.

O MPF informou que em agosto, entrou em contato com a secretaria-adjunta de Estado de Saúde, Gyselle Tannous, para relatar a situação e solicitar auxílio na destinação dos remédios. Conforme nota do Ministério Público Federal, a secretária-adjunta informou que não seria possível distribuir as medicações à outros municípios, pois a validade dos remédios expiraria em 31 de agosto.

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