Cotidiano

Com indicativo de greve, enfermeiros e técnicos da Prefeitura decidem amanhã se paralisam

Com cinco anos sem reajuste, categoria pediu 28% de reposição salarial em proposta enviada à prefeitura em abril.

Guilherme Cavalcante Publicado em 20/06/2018, às 13h09

Categoria aprovou indicativo de greve no último dia 14 (Foto: Sinte | Divulgação)
Categoria aprovou indicativo de greve no último dia 14 (Foto: Sinte | Divulgação) - Categoria aprovou indicativo de greve no último dia 14 (Foto: Sinte | Divulgação)

Enfermeiros e técnicos de enfermagem da Prefeitura Municipal de Campo Grande avaliam nesta quinta-feira (21) se deflagram greve na Capital. O Sinte (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem do Município de Campo Grande-MS), que representa a categoria, reivindica aumento de 28% no salário-base. A proposta que deu início às negociações foi enviada no fim de abril, mas, até o momento, a Sefin (Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento) não deu uma devolutiva.

A partir disso, o sindicato convocou para às 19h desta quinta-feira (21), no auditório da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública), assembleia que confirmará ou não a greve da categoria, em termos que serão definidos durante o ato. No último dia 14, a propósito, enfermeiros e técnicos de enfermagem do município já haviam deliberado pelo indicativo de greve, devido a falta de resposta do Executivo.

De acordo com Ângelo Evaldo Macedo, presidente interino do Sinte, somente uma contra-proposta do município poderia reverter a possibilidade de que a categoria paralise.

“A probabilidade de que a categoria delibere por uma greve é muito grande, pois estamos falando de uma proposta que foi entregue no fim de abril, antes da data-base, que é maio; e de uma categoria que há cinco anos não recebe nem a reposição da inflação”, declara.

Segundo o sindicalista, o Sinte havia fechado acordo de cooperação com o município a fim de que, em 2018, a gestão do prefeito Marquinhos Trad (PSD) desse atenção especial aos enfermeiros.

“Tivemos aí nas gestões anteriores diversos problemas que fizeram com que a receita da Prefeitura não tivesse musculatura para atender nossas reivindicações. Ano passado, fizemos um compromisso com a Prefeitura, sabendo dessas dificuldades, para que neste ano a categoria recebesse o devido olhar. Mas, isso não vem acontecendo, infelizmente”, destaca.

A proposta enviada pelo Sinte em abril pede reposição salarial de 28% na base, a volta do adicional por insalubridade, retirado na gestão do então prefeito André Puccinelli (MDB), a criação de um abno para os técnicos de enfermagem e melhoria das condições de trabalho, em termos gerais.

O Sinte representa, atualmente cerca de 1600 servidores municipais, dentre enfermeiros e técnicos de enfermagem. A categoria também denuncia que, a fim de colaborar com a redução de gastos, aceitou redução de escalas nas UPA (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centros Regionais de Saúde).

Jornal Midiamax