Com ‘chuvarada’, Campo Grande entra em alerta contra mosquito da dengue

Com chuvas frequentes em Campo Grande nos últimos dias, o cuidado deve ser recobrado para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Com a ‘chuvarada’, os locais propícios para a criação do mosquito se multiplicam e estima-se que 80% dos criadouros estão nas casas dos moradores. O Aedes Aegypti é transmissor da dengue, zika e […]
| 15/10/2018
- 15:59
Com ‘chuvarada’, Campo Grande entra em alerta contra mosquito da dengue

Com chuvas frequentes em Campo Grande nos últimos dias, o cuidado deve ser recobrado para evitar a proliferação do mosquito . Com a ‘chuvarada’, os locais propícios para a criação do mosquito se multiplicam e estima-se que 80% dos criadouros estão nas casas dos moradores.

O Aedes Aegypti é transmissor da dengue, zika e chikungunya. Segundo informações da Prefeitura, a cidade mantém índices positivos em relação aos casos de doenças provocadas pelo mosquito. Um exemplo é o número de notificações de dengue, o menor em dois anos.

O responsável pela Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais, Eliasze Guimarães, explica que, além das chuvas, as altas temperaturas também influenciam na multiplicação do mosquito. “Esses são duas condicionantes que aceleram o desenvolvimento do mosquito, pois aumenta a oferta de criadouros e os ovos eclodem rapidamente com as altas temperaturas”, explicou ele.

Até o mês de setembro, Campo Grande notificou 1.540 casos de dengue e, destes, 979 foram confirmados. Já no ano passado, a Capital teve 2.359 notificações. Segundo Guimarães, mesmo com um número de casos menor, a população deve ficar atenta e eliminar os criadouros do mosquito antes que o período chuvoso comece.

Como evitar

A Prefeitura informa que os moradores podem evitar a proliferação do mosquito com atitudes simples: evitar acumular água em locais como bandejas de ar-condicionado, calhas, pneus velhos, caixas d’água destampadas, vasos de flor e lixo.

“A inspeção em casa deve ser um hábito semanal do morador. Ele deve olhar e ficar atento aos locais menos óbvios que podem ser criadouros. Até mesmo a vasilha de água dos cães e gatos precisa ser limpa periodicamente para evitar que o mosquito se desenvolva ali. Os quintais devem ser inspecionados frequentemente, pois nestes locais há muitos recipientes que podem acumular água”, afirma Eliasze.

O coordenador ressalta que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) tem intensificado as visitas domiciliares e o ‘fumacê’, mas que é preciso mudar hábitos. “80% dos criadouros estão dentro das residências”, justifica.

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