Cotidiano

Transferida bebê que estava em UPA com risco de amputar a perna

Família disse que menina contraiu bactéria

Wendy Tonhati Publicado em 03/05/2018, às 11h52 - Atualizado às 14h23

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A bebê de 1 ano e seis meses, que esperava vaga para transferência à Santa Casa de Campo Grande, correndo risco de amputação da perna, segundo informações da família, foi transferida para o hospital na manhã desta quinta-feira (3), de acordo com informações da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). A transferência ocorreu após o Jornal Midiamax ser procurado por familiares da menina e publicar matéria sobre a situação.

A Sesau informou, ainda na noite da quarta-feira (2), que a menina não estaria correndo o risco de amputação da perna. A família estava receosa da possibilidade, devido ao quadro apresentado pela criança.

Não consta no prontuário evolução por bactéria nem possibilidade de perda de membro. É preciso ressaltar que, apesar da necessidade de ir para uma unidade hospitalar que ofereça uma melhor estrutura, a paciente está recebendo toda a assistência pelos profissionais da UPA”, divulgou a Sesau.

A menina estava internada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, desde o dia 1°. A família temia pela vida da criança e a possibilidade de ela ter a perna amputada, por conta de uma bactéria que ela teria contraído ao se machucar, de acordo com Eder Pereira Vilalba, 34 anos, tio da menina.

Superlotação

Os hospitais públicos de Campo Grande vivem uma crise de superlotação e falta de leitos na área de urgência e emergência, além de leitos oferecidos para as mamães na maternidade. O Jornal Midiamax apurou que somente na Santa Casa, o pronto-socorro está com 24 pacientes a mais da capacidade na ala verde, amarela e vermelha.

Na pediatria, a assessoria de imprensa do hospital informou que total de vagas para as crianças também está com leitos totalmente ocupados, mas ainda assim, continuam recebendo os pacientes. Setor que deveria estar com 10 doentes, hoje conta com 13 ocupantes, equivalente a 30% além da capacidade. Na maternidade, vagas estão 100% completas.

Jornal Midiamax