Cotidiano

Após TAC, haitianos na Capital recebem treinamento gratuito de pintura imobiliária

Um grupo de 62 alunos, dentre os quais 51 têm nacionalidade haitiana, recebem nesta terça-feira (24) certificação de uma capacitação gratuita em pintura imobiliária, proporcionada após TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) e a construtora Plaenge Empreendimentos LTDA. O TAC foi assinado após […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 23/07/2018, às 19h01

(Foto: Divulgação | MPT-MS)
(Foto: Divulgação | MPT-MS) - (Foto: Divulgação | MPT-MS)

Um grupo de 62 alunos, dentre os quais 51 têm nacionalidade haitiana, recebem nesta terça-feira (24) certificação de uma capacitação gratuita em pintura imobiliária, proporcionada após TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) e a construtora Plaenge Empreendimentos LTDA. O TAC foi assinado após a constatação de condições precárias de segurança e de saúde em canteiro de obras da construtora.

De acordo com o MPT, o treinamento ocorreu entre outubro de 2017 e julho de 2018, priorizando a comunidade haitiana que se concentra nos bairros Vila Progresso e Rita Vieira em Campo Grande. Dos 62 participantes, 51 são de origem do país caribenho.

“Nosso foco é a formação de mão de obra qualificada para atuar no ramo da construção civil. Embora a comunidade haitiana tivesse prioridade na capacitação, brasileiros também foram contemplados. Temos o propósito de preparar e integrar essas pessoas ao mercado de trabalho, sempre em prol de um futuro promissor”, esclarece o procurador do MPT-MS Cícero Rufino Pereira, responsável pelo acordo.

Carga horária

Com cerca de 40 horas/aula, o treinamento abordou temas como aspectos gerais da profissão, tecnologias de tintas e programas de qualidade, preparação de superfície (alvenaria, metais e outros), ferramentas, aplicação de produto, patologia das superfícies (como solucionar problemas), mecanização de pinturas, percepção de cores, orçamento e planejamento da obra, além de integração social e normas de saúde, segurança e higiene no trabalho. Para a aplicação das técnicas aprendidas, os participantes utilizaram as fachadas de muros e paredes.

Os imigrantes também contaram com o apoio de um intérprete – exigência do TAC –, contratado pela construtora Plaenge, que ainda forneceu vale-transporte e refeição para os alunos. As três últimas edições do treinamento foram ministradas na Escola da Construção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A iniciativa teve, ainda, o apoio do Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas.

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