O Centro é apontado como a região mais perigosa de Campo Grande

O campo-grandense ganhou uma ferramenta para tentar escapar da violência da cidade, o site “Onde fui roubado”, que mostra os dados em tempo real sobre ações criminosas praticadas na em Campo Grande e em diversas cidades brasileiras. Para se ter uma ideia, a ferramenta avaliou que os crimes praticados na cidade resultaram em um prejuízo de R$ 437.240,83 e colocou a região central da Capital como a mais perigosa. 

O Onde fui Roubado  conta com 429 cidades cadastradas. Para denunciar, é preciso fazer um cadastro junto ao serviço online e especificar o crime que foi cometido  – as vítimas não têm seus nomes publicados. O registro mostra o local exato onde ocorreu o crime, o tipo de ocorrência o dia e detalhes sobre a situação, como por exemplo, se foi em uma festa ou se a vítima estava chegando em casa quando aconteceu o delito.

O último registro é de quinta-feira passada, dia 11 de maio, onde uma relata que seu carro, modelo Ford Ka, foi roubado, junto a sua bolsa na Vila Carlota. “Fui abordada por dois rapazes com mais ou menos 24 anos. Um deles armado. Levaram meu carro e bolsa com todos os documentos, chaves, cartões dos sus. Documentos meus e da minha filha. ”, diz trecho da publicação. 

 

Embora não tenha força policial, as declarações feitas na ferramenta tentam criar uma estatística e assim mostrar em quais áreas as pessoas mais foram vítimas da violência. O número de registros é menor que as ocorrências policiais, divulgadas pela segurança, mas conseguem dar ideia de que regiões sofrem mais com a violência. 

Há registros por toda a cidade, mas de acordo com o ranking produzido pela ferramenta, as ocorrências aconteceram em maior quantidade na área central, portanto, o ponto mais perigoso, seguido dos bairros Amambai (2º), Vilas Boas (3º), Planalto (4º), Monte Castelo (5º), Monte Líbano (6º), Jardim Panamá (7º), Guanandi (8º), Mansur (9º) e Rita Vieira (10º).  

O Jardim Panamá, que está entre as dez áreas mais perigosas da cidade, é o bairro onde mulheres estão em pânico por causa da onda de violência, conforme reportagem publicada ontem (16), pelo Jornal Midiamax. Na noite da última segunda-feira, uma jovem foi vítima de uma tentativa de estupro neste endereço, no caminho de volta para a casa. O episódio marca mais um capítulo da insegurança que a população enfrenta, e as história de assaltos e de medo são diversas.

O aplicativo mostra também o perfil da cidade quanto à criminalidade. Pela ferramenta, a cidade é apontada como a 44ª cidade mais violenta do país e revela também que dos casos mencionados em sua plataforma, os homens são as principais vítimas; 61%contra 39% das mulheres. 

Os tipos de crimes mais cometidos são roubos, furtos e depois arrombamento domiciliar e veicular, e roubo de veículo. Entre os objetos mais roubados ou furtados estão os aparelhos celulares são os principais alvos, além de bolsas, mochilas, carteiras, notebooks e relógios.