Cotidiano

Sindicatos esperam 50 mil em ‘greve geral’ contra reformas de Temer

Na primeira mobilização, 20 mil participaram

Wendy Tonhati Publicado em 27/04/2017, às 15h28

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Na primeira mobilização, 20 mil participaram

Depois de aproximadamente 20 mil pessoas participarem da primeira manifestação contra as reformas do governo do presidente Michel Termer (PMDB), os sindicatos de Mato Grosso do Sul esperam que 50 mil pessoas nas ruas de Campo Grande na “Greve Geral”, marcada para a próxima sexta-feira 28 de abril.

De acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Magno Botareli, a expectativa é de que trabalhadores dos mais variados segmentos se concentrem a partir das 8 horas, na Praça Ary Coelho.

“Na primeira [manifestação] o forte, foram os trabalhadores da educação, mas nesta, terão outros setores parados e a participação também de pessoas que não tem envolvimento com sindicatos. Com relação aos professores, a adesão deve ser maciça e 80 ônibus do interior devem vir para a Capital. Também haverá um grande movimento em Dourados e atos em Maracaju e Douradina”, explica Botareli.

A manifestação vai ocorrer após dois dias de o texto da Reforma Trabalhista ser aprovado na Câmara Federal. A base governista alega ‘modernização’ das leis trabalhistas. Já os críticos, apontam alterações com objetivo de fragilizar as relações trabalhistas, deixando os empregados com menos direitos e sem salvaguardas, já que os sindicatos podem perder força. (Veja aqui dez mudanças)

Entre as categorias que já aderiram à “greve geral” estão os trabalhadores dos Correios, do transporte público, policiais civis, agentes penitenciários, agente patrimoniais, servidores do hospital regional do Mato Grosso do Sul, Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor, judiciário, bancários. Os alunos de escolas públicas também estão se organizando para a participação.

 “Eles serão os mais atingidos com essas reformas e correm o risco de nunca se aposentarem. Essas reformas trarão o aumento do desemprego no País e vai formar uma geração de idosos na miséria. Daqui 10 ou 15 anos, terão pessoas idosas nas ruas pedindo o que comer”, diz o presidente da Fetems.

Segundo a vice-presidente da Fetems e dirigente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sueli Veiga, também é esperada a participação dos servidores municipais no movimento. “A Prefeitura já sinalizou que não vai perseguir quem participar”, disse.

O prefeito Marcos Trad (PSD) já afirmou que não vai cortar o ponto dos servidores, mas avisou que quem faltar, vai ter de repor a falta. Já os servidores do governo do Estado, que aderirem à greve, devem ter o dia descontado, segundo o governador Reinaldo Azambuja. 

A OAB (Ordem dos advogados do Brasil), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e as Igrejas Evangélicas Tradicionais também já divulgaram posição favorável ao movimento. Entre as categorias que os sindicatos nacionais se manifestaram favoráveis à greve, porém ainda não há confirmação local, estão os aeroportos, rodoviárias e escolas particulares.

Programação

As categorias devem começar a mobilização dos trabalhadores por volta das 6 horas. Algumas terão concentração em locais diversos da Capital e seguirão até o ponto de encontro, às 8 horas, na Praça Ary Coelho.

Uma passeata deve ter início por volta das 9h30. O trajeto programado é da Praça Ary Coelho – Rua 14 de Julho – Rua Antônio Maria Coelho – Rua 13 de Maio – Rua Barão do Rio Branco e Praça do Rádio Clube. 

Jornal Midiamax