Cotidiano

Retomada do ‘Reviva Centro’ desperta esperança e população cobra conclusão

Liberação de recurso foi divulgada nesta semana

Daiane Libero Publicado em 07/05/2017, às 11h10

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Liberação de recurso foi divulgada nesta semana

“Não vejo a hora de ver esse projeto, que há tanto tempo é falado, pronto. Eles devem isso a quem trabalha e vive aqui no centro”, descreve a dona de casa Fernanda Almeida Mendes, 52 anos. Em plena Rua 14 de Julho, onde o projeto Reviva Centro começou as primeiras modificações, ela se disse esperançosa. “Esses fios são feios demais. Já que começou e obrigou a retirar a fachada dos comerciantes, deviam ter finalizado. Espero que agora realmente façam isso”, disse. 

Ela não é a única que está criando expectativas com a divulgação feita pela prefeitura de Campo Grande no dia 4 de maio, após a assinatura do contrato de financiamento entre a prefeitura de Campo Grande e o BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento. A informação, do senador Pedro Chaves (PSC), foi de que o valor do projeto seria de R$ 183 milhões. O recurso seria investido integralmente na revitalização da região central, que começou em 2012. 

O programa prevê a revitalização a partir do embutimento da fiação, ampliação das calçadas, criações de áreas de lazer e reordenamento do trânsito no entorno da Rua 14 de Julho, uma das mais antigas e tradicionais da cidade, além de instalar estacionamento. O projeto foi elaborado há 9 anos, apresentado ao governo federal e ao BID, mas a tramitação sofreu vários atrasos em função das trocas no comando da prefeitura ao longo desse tempo e também das exigências feitas pelo governo para a liberação do empréstimo.

Esperança

Segundo o comerciante Nilson Carvalho, cuja ótica se encontra bem no coração da Rua 14 de Julho, logo em frente à Praça Ary Coelho, o projeto teve um pontapé primeiro na exigência feita aos comerciantes, da retirada de fachadas que encobrissem a arquitetura original. Hoje, praticamente todas as placas de lojas são diminutas e não sinalizam as lojas encobrindo todo o espaço. 

Ele acompanhou essa etapa de perto e disse que sim, o impacto foi sentido pelos lojistas. “Estamos ouvindo agora que haverá a revitalização do Centro, depois de muito tempo. Prometeram que ia ter estacionamento 90 graus, os fios seriam enterrados. Nós cumprimos a nossa parte, retiramos todas as fachadas, foi uma despesa bem grande, só a fachada da loja custava R$ 40 mil. Então estamos esperançosos agora. Quando fizemos isso, os clientes vinham perguntar se estávamos fechando… Teve um impacto sim”, enfatiza. 

Mais atenção aos comerciantes

O conselheiro da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) André Moretto diz que espera-se que os lojistas tenham mais atenção do poder público nessa próxima etapa. “De lá para cá (2012) não aconteceu nada de especial. Nenhuma promessa ou retirada do processo. Se algo tivesse sido feito, acredito que hoje o Centro estaria em outro patamar. Os proprietários acabam tendo que reformar e construir com uma morosidade muito grande de alvarás, acabam gastando muito e isso precisa ser flexibilizado”, acredita. 

Segundo ele, a emissão de alvarás de reforma para a região central é muito demorada e onerosa. “Isso espanta investidores. Precisamos reverter esse cenário”, enfatiza. A população parece então aguardar que o cenário mude. “Esses fios são feios e mais que isso queremos ver o dinheiro que pagamos investido na cidade”, salienta o vendedor Inácio Santana, 33 anos. 

Ainda conforme informações oficiais, o primeiro trecho do projeto contemplará um pedaço da via que vai da Rua 7 de setembro a Avenida Mato Grosso. Entre os principais pontos do programa está a redução no tráfego de veículos para duas faixas e a retirada da circulação de ônibus pela rua, além do retorno do relógio histórico para a esquina da 14 com a Afonso Pena. A medida possibilitará ampliar as calçadas de 3 para 4,2 metros, com recuos para embarque e desembarque de passageiros e cargas. 

Jornal Midiamax