Cotidiano

Resta um: buraco fica para trás durante operação na Rachid Neder

Tapa-buracos passou e restou apenas um em trecho da via

Midiamax Publicado em 01/06/2017, às 21h47

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Tapa-buracos passou e restou apenas um em trecho da via

Quem passa frequentemente pela Rua Rachid Neder, no Bairro São Francisco em Campo Grande ficou surpreso ao notar que um buraco foi esquecido durante ação para fechar as crateras que estavam dominando o trecho próximo da Rua 14 de Julho. 

Segundo relatos, a operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (1º), no entanto, um buraco foi deixado para trás. A equipe do Jornal Midiamax esteve no local e constatou o fato.

A Prefeitura de Campo Grande não conta com expediente noturno e por esta razão não se posicionou a respeito da situação.

Ivone Toledo, de 58 anos, é encarregada de obras, ela trabalha em um empreendimento na  região e confirma que o trabalho na via foi feito recentemente. Resta um: buraco fica para trás durante operação na Rachid Neder

“Passo por aqui todos os dias. Esse serviço é novo porque essa rua estava pior que a estrada de chão da chácara onde eu moro. Aqui era buraco em cima de buraco”, declara.

Vendedor autônomo, Francisco José, de 52 anos, diz ter visto a equipe trabalhando pela manhã.

“Eles estavam aqui e foram embora por volta das 10 horas. Essa região estava um sufoco e perigosa porque os buracos aumentam o risco de acidentes”, frisa. 

Suspensão de licitações –

Resta um: buraco fica para trás durante operação na Rachid Neder

O laudo, emitido pela Ieama (Inspetoria de Engenharia, Arquitetura e Meio Ambiente) do Tribunal, apontou 22 irregularidades.

Entre os problemas estão a exigência de garantia prévia de participação pelas empresas licitantes no valor referente a 1% do valor do orçamento; exigência excessiva na qualificação técnica; assinatura de sócios em certidões; capital social exagerado; exigência de pessoal de suporte para fiscalização e prazo exíguo para impugnações.

Outras observações foram feitas em relação a falhas de projeto, como divisão equivocada de regiões da cidade; falta de especificação do CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente); falha na distinção dos serviços de remendo; deficiência na forma de medição do serviço de selagem de trincas; falta de indicação de local de descarte e risco de sobre preço por inexistência de comprovação de estimativa de quantitativo de serviços.

Apesar das ponderações do TCE, a Prefeitura informou que vai seguir as recomendações e garantiu que a suspensão não atrapalha o serviço já em execução. 

Jornal Midiamax