Cotidiano

Reajuste zero é criticado por praças e oficiais da Polícia Militar de MS

Governo anunciou 'aumento zero' por falta de recurso

Celso Bejarano Publicado em 01/06/2017, às 21h36

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Governo anunciou ‘aumento zero’ por falta de recurso

Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso emitiu nota nesta quinta-feira (1), que diz que o governo de Reinaldo Azambuja, do PSDB, comete crime ao negar reajuste às corporações. Já o presidente da Associação dos Oficiais da PM de MS, Alírio Vilassanti, também contestando a medida anunciada pelo governo, ontem, quarta-feira (31), pela cúpula do governo.

Dirigentes das duas entidades afirmaram que as rejeições na hora de negociar aumentos salariais ocorrem pelo terceiro ano. Vilassanti disse que o governo divulgou o plano de cortar aumentos em reunião promovida na quarta à noite. A audiência foi participada pelas associações dos praças e dos oficiais.

No comunicado da associação dos cabos e soldados, a crítica ao governo alcançou até as denúncias recentes que diz que integrantes da administração estadual estariam implicados num esquema de cobrança de extorsão em troca de benefícios fiscais para empresas.

“Gera ainda mais indignação o fato de a proposta de ‘reajuste zero’ ser feita em meio às denúncias contra o Executivo. Não somos contra uma política de isenção fiscal que gere emprego para nossa gente. Mas não concordamos que se utilizem desse mecanismo para obtenção de vantagens pessoais”, cita a entidade em trecho da nota distribuída por meio do site que informa as atividades da associação.

“Nossos policiais são verdadeiros heróis no combate ao crime. Recordes de apreensões de drogas são batidos, veículos são recuperados e, com frequência, marginais são retirados de circulação. Já os valorosos homens do Corpo de Bombeiros, assim como os policiais, arriscam suas vidas para proteger o próximo, trazendo mais segurança às pessoas”, segue a Associação dos Cabos e Soldados.

SACERDÓCIO

Na nota, a entidade militar diz ainda: “ser policial ou bombeiro militar já não é mais profissão, e sim um sacerdócio. Fazem seu serviço por amor ao semelhante, sofrem junto com as vítimas e se alegram quando tudo dá certo no final, com a vitória do bem sobre o mal”.

A entidade afirma ainda que o governador Reinaldo Azambuja, descumpre sua promessa de “valorizar nossos policiais com melhor remuneração”, como disse durante sua campanha, e joga ao limbo o segmento que põe em risco a própria vida para proteger o maior patrimônio deste Estado.

“Queremos que o governador volte atrás e, enfim, reponha as perdas salariais que sofremos nos últimos anos. Para isto, clamamos o apoio da sociedade para que fique do lado destes homens e mulheres que dão a vida para nos proteger”, é o desfecho da nota da Associação.

O coronel Vilassanti disse que a diretoria da Associação dos Oficiais deve mover ação pela reposição inflacionária, medida recorrida também no ano passado.

Jornal Midiamax