Cotidiano

Por demora em acordo coletivo, terceirizados da Energisa fazem paralisação

Greve será decidida na sexta

Tatiana Marin Publicado em 22/06/2017, às 20h55

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Greve será decidida na sexta

Os trabalhadores da MPE Engenharia e Serviços, uma das empresas terceirizadas da Energisa em Mato Grosso do Sul, paralisaram as atividades na tarde desta quinta-feira (22), por não terem recebido resposta quanto ao Acordo Coletivo de Trabalho deste ano. A empresa, com sede no Rio de Janeiro, enviou contraproposta no final da tarde e a paralisação foi suspensa.

A empresa presta serviços para a Energisa há um ano e tem 110 trabalhadores em todo o Estado. A paralisação foi feita pelos 60 trabalhadores lotados em Campo Grande. A MPE levou 32 dias para responder sobre a proposta de acordo coletivo. A paralisação foi suspensa, mas as mobilizações continuam.

No final da tarde desta quinta-feira os funcionários já estavam em assembleia para analisar a contraproposta e na tarde desta sexta-feira (23) haverá outra assembleia juntamente com um representante da empresa que vem do Rio de Janeiro, para decidir se a contraproposta será aceita ou iniciam a greve. No acordo, os trabalhadores pediram reajuste salarial de 8%, vale alimentação dos atuais R$ 16,00 para R$ 20,00 por dia, plano de saúde, pagamento de 30% sobre as horas extras dos eletricistas por causa da periculosidade, entre outros pontos.

Segundo o gerente da MPE em Campo Grande, Rogério Delfim, a contraproposta oferece reajuste de 6%, vale alimentação de R$ 18,00, plano de saúde com custeio de 70% pela empresa e permanecerão sem pagar o adicional de periculosidade nas horas extras, o que, segundo Rogério, está dentro da lei. “Vai vir um representante da empresa do Rio de Janeiro que vai fazer as últimas negociações. Praticamente atendemos a 80% das reivindicações”, analisa.

Por demora em acordo coletivo, terceirizados da Energisa fazem paralisação

Os funcionários da MPE executam serviços de ligação e religação de energia e trabalham com corte de cabos e podas de árvores em locais próximos à fiação.

Valdoericky Alves Rodovalho, de 32 anos, que representa os trabalhadores, trabalha há 1 ano na empresa e diz que esta é a primeira paralisação. Segundo ele, a MPE comprou outra empresa e absorveu seus funcionários. Estes estão há 2 anos sem reajuste.

O represente do Sinergia-MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado de Mato Grosso do Sul), diretor, Giovano Midon Braga, confirma que é a primeira paralisação de funcionários da MPE e acredita que, por a empresa ser de fora do estado, “acha que os trabalhadores podem ser escravos”.

Jornal Midiamax