Cotidiano

Policiais ironizam programa do Estado e pedem ‘caravana da segurança’

Grupo montou acampamento contra falta de reajuste

Midiamax Publicado em 08/06/2017, às 15h46

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Grupo montou acampamento contra falta de reajuste

Faixas espalhadas pelo acampamento montado por policiais civis, em protesto contra a falta de reajuste salarial de servidores estaduais, ironizaram programa do governo do Estado e pedem “caravana da segurança pública”. 

O acampamento que conta com estrutura de tendas, barracas para dormir, gerador de energia elétrica, banheiros químicos, espaço para as refeições e ambulância, foi  montado nessa quarta-feira (7)

Cerca de 15 policiais passaram a noite no local. Nesta quinta-feira (8), os servidores ressaltaram que vão permanecer no acampamento até que sejam atendidos pelo governador.

“A intenção é ficarmos aqui até sermos atendidos”, declara o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) Giancarlo Miranda. 

A informação é reforçada pelo policial civil aposentado, Ereovaldo Pereira da Silva, de 55 anos. “Esperamos resposta dos compromissos pactuados anteriormente”, frisa.Policiais ironizam programa do Estado e pedem 'caravana da segurança'

O presidente da ABSSMS (Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do MS), Edmar Soares, afirma que se não houver resposta até segunda-feira (12), o movimento tende a aumentar. A expectativa é de que bombeiros e policiais militares se juntem ao acampamento. 

Presidente do Sintess (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social), Ricardo Bueno, ressalta que já houve conversas com outras categorias e com os deputados Júnior Mochi (PMDB) e Reinaldo Modesto (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa. “Ele vai ter de nos convencer [sobre reajuste], pois têm investimentos acontecendo”, declara.

Sem reajuste –

No último dia 30 o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou às lideranças sindicais que não concederia reajuste aos 73 mil servidores do Estado. Na ocasião, ele justificou crise econômica. 

A declaração repercutiu negativamente e gerou revolta entre sindicalistas de várias categorias. Uma comissão com cinco deputados será criada para discutir com o governador um possível reajuste salarial aos servidores

Além de Paulo Siufi (PMDB) que solicitou a criação da comissão, integram o grupo os deputados Coronel David (PSC), Mara Caseiro (PSDB), Renato Câmara (PMDB) e Cabo Almi (PT). 

Os deputados somam aos representantes do Fórum de servidores definido na terça-feira (6): Giancarlo Miranda – Sinpol (Sindicato dos policiais civis de Mato Grosso do Sul); Thiago Mônaco – ABSSMS (Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do MS); Ricardo Bueno – Sintess (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social); Octacílio Sakai – Sindetran (Sindicato dos Servidores do Detran-MS) e Jaime Teixeira – Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).

Cenário Municipal –

Nesta manhã, professores, enfermeiros e guardas municipais lotaram o plenário da Câmara Municipal de Campo Grande. O vereador Vinícius Siqueira (DEM) disse que o projeto encaminhado pelo Município não prevê reajuste, apenas incorporações aos salários no percentual de 25%.

Também nesta manhã, o prefeito  Marquinhos Trad (PSD) disse que negociou com quase todas as categorias e que apenas os médicos ainda não responderam à proposta. 
O chefe do Executivo Municipal destacou que a estimativa é de que até a próxima semana haja acordo com todas as categorias.

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