Cotidiano

Patrões cobram dívida por greve de 1994 e ônibus podem não parar sexta

Sindicato dos motoristas deve mais de R$ 770 mil por greve de 23 anos atrás

Midiamax Publicado em 29/06/2017, às 12h06

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Sindicato dos motoristas deve mais de R$ 770 mil por greve de 23 anos atrás

Determinação judicial que obriga o STTCU (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano) a pagar mais de R$ 770 mil por uma paralisação ocorrida em 1994, mas considerada indevida pela Justiça, pode impedir a categoria de aderir a greve geral programada para esta sexta-feira (30). 

Conforme o presidente do STTCU, Demétrio Ferreira de Freitas, na época, empresas do transporte coletivo solicitaram indenização por danos morais. “Essa ação é antiga, de 1994 e estourou nas nossas mãos. As empresas alegaram que deixaram de ganhar por conta da paralisação. Temos de pagar mais de R$ 770 mil”, explica.

Freitas diz que nesta quinta-feira (29), a direção do Sindicato irá discutir o assunto. “Estamos avaliando e vamos fazer uma reunião com a direção para decidir se vamos ou não aderir à greve geral. Temos muitos problemas por conta de antigas paralisações”, justifica.Patrões cobram dívida por greve de 1994 e ônibus podem não parar sexta

Além da indenização por danos morais, o presidente do STTCU diz que o sindicato foi notificado por paralisar as atividades.

“O transporte coletivo é diferente das demais categorias. Fomos notificados na última paralisação porque é um serviço essencial. Sabemos da importância, mas vamos avaliar com muito cuidado”, afirma.

Greve geral –

A paralisação é organizada por centrais sindicais de todo o país e é uma reação dos trabalhadores às reformas econômicas do governo de Michel Temer (PMDB).

Na última greve geral realizada no dia 28 de abril, a categoria aderiu o movimento e paralisou as atividades por cinco horas

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