Cotidiano

Mesmo sem epidemia de dengue, Capital tem 4 áreas em alerta para o Aedes

Em MS, situação mais preocupante é a leste

Wendy Tonhati Publicado em 17/01/2017, às 13h35

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Em MS, situação mais preocupante é a leste

Mesmo sem epidemia de dengue neste ano, Campo Grande possui quatro áreas em alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya e febre amarela: Tiradentes, Lagoa Itatiaia e Chácara dos Poderes, na região leste e da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul ), na região sul. 

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (17), pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) e pelo secretário municipal de saúde, Marcelo Vilela, na reunião do Comitê Municipal de Prevenção e Combate à Dengue. Conforme Marquinhos, pela primeira vez, desde 2013, Campo Grande não enfrenta uma situação de epidemia de dengue no mês de janeiro. 

Conforme os dados da Prefeitura, são até o momento, 21 notificações de dengue em Campo Grande, o que é considerado uma situação estável. Porém, Marquinhos destacou que “mesmo sendo estável, gera um alerta para a zika e a chikungunya que tem crescido e evoluído”. 

Ainda segundo os gestores, o neste ano, não haverá aumento na verba para inseticida usado no fumacê e o combate vai continuar sendo executado por 1,5 mil agentes, de casa em casa. 

Na reunião, o coordenador de epidemiologia da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Marcelo Rosário, explicou que no Estado, a situação também é considerada estável, porém, o alerta continua.  A região mais preocupantes é a leste, onde há índice de 9% de infestação. 

Segundo o especialista, a única forma de combate ao mosquito é o controle mecânico, eliminando os criadouros, cuidando de quintais e eliminando a água parada. Ele afirma que o Aedes tem evoluído e que o mosquito, antes, só se reproduzia em água limpa e circulava durante o dia. Atualmente, se reproduz em água suja e é visto durante a noite também.

Foto: Cleber Gellio

Jornal Midiamax